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25 prefeitos reeleitos em SP e MS iniciam mandatos respondendo ações

25 prefeitos reeleitos em SP e MS iniciam mandatos respondendo ações
22/12/2008 12:30 -


     

Levantamento da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) mostra que 25 prefeitos reeleitos nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul iniciarão o próximo mandato respondendo a ações criminais ou inquéritos policiais por crimes cometidos na esfera federal.

A lista traz também 50 prefeitos investigados ou processados que não disputaram ou que perderam as eleições. Sem o cargo público, esses políticos deixam de ter a prerrogativa de foro a partir de janeiro. Para agilizar a tramitação desses inquéritos e processos, os procuradores regionais da República vão oficiar o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) solicitando que os os processos e inquéritos sejam remetidos para a primeira instância da Justiça Federal.

Entre os reeleitos, três são réus em nove ações penais. No Mato Grosso do Sul o prefeito de Rio Brilhante, Donato Lopes da Silva, responde a processo que corre sob segredo de Justiça no TRF-3. Nelson Mancini Nicolau, prefeito de São João da Boa Vista (SP), responde a seis processos por crimes contra o sistema financeiro nacional e outra ação que corre sob segredo de justiça, além de ser alvo de três inquéritos policiais. Também corre sob segredo o processo criminal movido contra o prefeito de Patrocínio Paulista (SP), José Mauro Barcellos. No total, vinte e três prefeitos reeleitos são alvo de investigações por crimes federais nos dois Estados. Alguns já tiveram denúncia oferecida pelos procuradores da PRR-3 e só aguardam julgamento do Órgão Especial para seu recebimento, como o prefeito de Álvares Florence, Alberto César de Caires (SP).

 

Felpuda


Alguns políticos estão se aproveitando deste momento preocupante de pandemia para sugerir projetos oportunistas que, em alguns casos, são de resultados extremamente duvidosos. O mais interessante – para não dizer outra coisa – é que se for analisado o desempenho normal dessas figuras, verifica-se que essa preocupação toda nunca esteve no topo das suas prioridades. Ano eleitoral é assim mesmo. Lamentável!