domingo, 22 de julho de 2018

VÔLEI FEMININO

Zé Roberto descarta trauma russo

17 NOV 2010Por ARLINDO FLORENTINO18h:42

Vitórias na semifinal de Atenas-2004 e nas decisões dos Mundiais de 2006 e 2010 fazem da Rússia a principal algoz da atual geração do vôlei feminino brasileiro. Entretanto, o técnico José Roberto Guimarães nega qualquer tipo de trauma ou rivalidade mais exacerbada diante das europeias.

"Nas Olimpíadas de Pequim nós ganhamos sem que elas fizessem 20 pontos em cada set", lembrou o treinador, se referindo ao triunfo por 25/14, 25/14 e 25/16 na primeira fase do torneio na China, no qual as russas acabaram caindo nas quartas de final e as brasileiras foram ouro. "Na final do Grand Prix do ano passado, quem é que ganhou no tie-break? Nós", argumentou.

"Isso é um perde e ganha. São equipes muito iguais, que dependem do dia, do momento. Não vejo que fique trauma, pois senão nós não teríamos vencido em 2008. Elas ganharam o Mundial e isso faz parte do contexto", destacou o treinador, lembrando que, desde que assumiu a seleção em 2003, o time só não ficou no pódio no Grand Prix de 2007, quando foi quinto colocado.

"Não dá para ganhar sempre, as russas também treinam para ganhar. Não podemos tirar os méritos delas", pediu.

Na opinião de Zé Roberto, a experiente Sokolova foi mais decisiva na decisão do Mundial que Gamova, responsável por 35 pontos e eleita a melhor jogadora (MVP) do torneio.

"A Gamova estava em uma noite inspiradíssima, mas na minha opinião a melhor jogadora, a que segurou o time delas o tempo inteiro no passe, ataque, saque, recepção foi a Sokolova. Ela foi primordia", analisa o treinador.

Ainda esta semana, Zé Roberto deve embarcar para a Turquia, onde comandará o Fenerbahce nesta temporada. Lá, ele trabalhará justamente com Sokolova, além da ex-capitã da seleção brasileira, a levantadora Fofão.
 

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