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Campo Grande - MS, quinta, 15 de novembro de 2018

Zara é suspensa de pacto nacional contra trabalho escravo

24 AGO 2012Por terra01h:00

A grife de roupas espanhola Zara foi suspensa do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, iniciativa que reúne empresas comprometidas em atuar contra empreendimentos que exploram a escravidão. Uma ação judicial que defende a inconstitucionalidade do cadastro de empregadores flagrados com trabalho escravo (conhecido como a "lista suja") motivou suspensão da grife, envolvida em flagrante de escravidão em 2011.

De acordo com comunicado assinado pelos membros do Comitê, o comportamento da Zara, ao contestar o cadastro de empregadores envolvidos em casos de exploração de mão de obra escrava no âmbito da Justiça do Trabalho, "afronta" e "enseja a violação" dos princípios basilares e formadores do Pacto Nacional, articulação em atividade desde 2005. Ressalte-se que, mesmo após pedido prévio de esclarecimento feito pelo Comitê, a empresa informou que está convicta na manutenção de sua posição.

A suspensão da Zara teve início na última sexta-feira e está condicionada, segundo o comitê, "à existência e tramitação do processo e às eventuais decisões judiciais sobre os pedidos constantes da ação anulatória". A Justiça do Trabalho já concedeu liminar para que a Zara Brasil Ltda. não seja incluída na "lista suja" do trabalho escravo; o processo da empresa contra a União corre na 3ª Vara do Trabalho de São Paulo.

No final de junho de 2011, uma fiscalização coordenada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) encontrou 15 pessoas - incluindo uma adolescente de 14 anos - produzindo peças de vestuário da Zara em condições idênitcas à escravidão.

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