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Teleobjetiva

Voo cego

25 JAN 10 - 07h:29
Os três pontos de ibope na estreia de “É tudo improviso” podem parecer muito pouco. Mas não são muito melhores ou piores do que a audiência de “Perdidos na noite”, programa que um repórter de rádio chamado Fausto Silva passou a apresentar na TV Gazeta em 1984, quando os dinossauros ainda caminhavam sobre a Terra. O que têm em comum? Talento, humor e improviso. O primeiro dos programas do Faustão virou “cult”, ele ganhou fama e, anos depois, acabou indo para a Globo. O resto é história. O que interessa é que tanto o extinto “Perdidos” quanto o recémnascido “É tudo improviso” prescindem de grandes produções e apostam no acaso, esse grande inimigo do mundo produzido e cronometrado da televisão. A base do novo programa da Band, que fica até março no ar – quando o “CQC” e sua média de cinco pontos voltam de férias – é teatral. Com um elenco formado pelo ator Marcio Ballas e os grupos Os Barbixas, de Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna, As Olívias – Cristiane Werson e Marianna Armellini –, e Jogando no Quintal, de onde veio Marco Gonçalves, o humorístico não esconde a natureza mambembe de seu espetáculo. Riem a qualquer momento, erram o tempo todo e deixam claro que nem tudo o que dá certo no palco se acerta na TV. Como a direção de Tadeu Jungle não sabe direito para onde ou como a ação vai se desenrolar, ele enquadra a trupe em planos geral e americano e deixa a piada correr solta. A edição seleciona o melhor. Por enquanto o “É tudo improviso” fica na categoria do “ame-o ou deixe-o”, com muitos fãs detestando a mudança dos Barbixas do “Quinta Categoria”, do MTV, para a Band, enquanto muitos outros adoraram as brincadeiras na tevê. A matriz de tudo isso são as rádios inglesas, com programas como “Whose line is it anyway?”, que depois foi para a tevê e se multiplicou em dezenas de programas parecidos em meio mundo. O humorista Drew Carey – do “Drew Carey show” – comanda na rede ABC a versão norte-americana de “Whose line is it anyway?”. A despeito de qualquer problema de adaptação para a a nova mídia, “É tudo improviso” renova-se a cada quadro e não se repete nos bordões que marcam os humorísticos tradicionais da TV. É um humor ingênuo, simpático e que não apela para os manjados personagens gays, maridos traídos ou para palavrões. Escorregar numa casca de banana, é coisa para grandes mestres.
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