terça, 17 de julho de 2018

Voluntários podem se cadastrar em banco de dados nacional de doador de medúla

21 AGO 2010Por 04h:00
     

Aproveitando a Festa do Peão de Barretos (SP), que começou nesta semana, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançaram uma ampla ação de incentivo ao cadastramento de doadores de medula óssea. Quem passar pelo Parque do Peão, vai encontrar o Estande Rancho do Doador, para a coleta de dados de pessoas interessadas em se tornarem doadoras. Mas não é preciso ir longe para entrar na mobilização que vem fazendo aumentar gradativamente os doadores no Brasil. Sem sair de sua cidade ou do estado, qualquer pessoa pode se integrar ao cadastro nacional.

"As grandes campanhas são importantes, e nunca podem parar. Mas mesmo sem uma grande mobilização, as pessoas podem se credenciar como potencial doadora", orienta a coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET), Claire Miozzo. Em Mato Grosso do Sul há constantes campanhas, não somente de massa, como também direcionadas. "Nós temos feito campanhas de informação em escolas, em empresas, em órgãos públicos. E qualquer município que queira fazer uma mobilização local também pode entrar em contato conosco, que vamos até lá levar informações", diz a coordenadora.

Além de atrair voluntários, as ações também visam esclarecer sobre os procedimentos de cadastro e doação. "Há quem confunda e acredita que os 5 ml de sangue que são retirados para os testes de cadastro já é a doação. E não é isso, essa etapa é apenas para a inclusão no banco de dados. Futuramente, se houver um receptor compatível, tem todo o procedimento da doação de fato", explica Claire.

A Central Estadual de Transplantes, em parceria com outros órgãos, promove todo ano em Campo Grande ao menos duas mobilizações principais, com ações em praça pública. Neste segundo semestre, uma ação assim deve acontecer em dezembro, mês em que se comemora nacionalmente a Semana de Mobilização para Doação de Medula Óssea (14 a 21). Em setembro também deverão acontecer atividades, na última semana do mês.

Redome

Desde 2000, quando foi criado o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula (Redome), sob a responsabilidade direta do Inca, o Sistema Único de Saúde investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores para transplantes desse tipo de célula. "É um só banco de cadastro nacional. Basta se cadastrar uma vez, e manter atualizadas as informações", diz Claire Miozzo.

O cadastro é feito com uma pequena amostra de sangue retirada para exames de HLA, que determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. Quem quiser se inscrever pode procurar o Hemosul, em Campo Grande, e também os bancos de sangue da Santa Casa, Hospital Universitário, e Hospital Regional. Nas cidades de Dourados e Ponta Porã, os hemocentros também fazem a coleta do sangue e remetem à Capital para o exame.

Mesmo tendo aumentado a quantidade de voluntários cadastrados, ainda é preciso que muito mais pessoas se disponham a doar medula óssea. "A chance de encontrar um doador compatível entre não aparentados é de uma em cem mil", informa a coordenadora da Central Estadual de Transplantes.

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