Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

Tarumã

Vizinhos não desconfiavam das atividades de traficantes presos

9 JAN 2011Por anahi zurutuza00h:00

Vizinhos dos traficantes presos nos bairros Jardim Tarumã e Otávio Pécora, em  Campo Grande, dizem nunca ter desconfiado que casas próximas onde moram eram usadas por criminosos para armazenar entorpecentes. Na noite dessa sexta-feira, em operação deflagrada pela Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), uma pessoa foi presa em residência localizada na Rua Curiango, no Otávio Pécora, e outras três em imóvel da Rua  Delamare, Jardim Tarumã. Com os traficantes foram apreendidos 1,8 tonelada de maconha, R$ 10,6 mil e dois veículos.

A operação, segundo a Cigcoe, é resultado de trabalho de investigação realizado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar (PM) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). As quatro pessoas faziam parte de uma mesma quadrilha que “trabalhava” no envio de drogas para outros estados do Brasil. Geovane Leite da Silva, 25 anos, seria o líder do grupo. Ele foi preso na casa do Tarumã com dois comparsas, Eder Jesus Vargas e Eva Lucia Molina Lang, 21 anos. No local, estavam armazenados 321 tabletes contendo 383 quilogramas de maconha. Policiais apreenderam na residência, também, uma caminhonete S10 preta e R$ 10,6 mil em dinheiro. 

Simultaneamente, efetuada a prisão de André Vilela Leal, 44 anos. Ele usava um veículo Renault Kangoo, adesivado com o anúncio de uma empresa especializada em móveis planejados, para transportar a droga. Na casa e no carro de André, que morava com a mãe, foram encontrados 1,2 mil tabletes que pesaram 1,5 tonelada de maconha.

Apesar de a polícia ter encontrado grande quantidade de droga nos dois imóveis, vizinhos dizem nunca ter observado movimentação estranha. “Achava que ele era uma pessoa normal, trabalhadora. Morava com a mãe, uma senhora idosa, e nunca deu festa na casa, não recebia visita, era bem tranquilo. A gente ficou muito surpreso mesmo”, afirma moradora da Rua Curiango, que pediu para ter a identidade preservada, referindo-se ao vizinho André Leite.  

A dona de casa moradora da Rua Delamare, no Tarumã, que também não quis se identificar diz ter estranhado o comportamento dos vizinhos traficantes, mas não chegou a desconfiar que eram criminosos. “Eles moravam há uns dois anos aqui, não trabalhavam, não conversavam com a gente, era estranho. Mas, não sabia que eram traficantes, todo mundo aqui do bairro sabe onde ficam as bocas de fumo, e eu sou a denunciante número um, mas deles eu não desconfiava ainda”, disse referindo-se aos outros três presos.

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