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Vítimas de maus-tratos são mais sensíveis à reação de quem ouve

16 ABR 11 - 04h:40uol

Como você reagiria ao ouvir que uma pessoa próxima a você foi vítima de maus-tratos? Saiba que a forma como você reage ao acontecido pode influenciar a recuperação – ou não – da vítima de abuso.

“Amigos e familiares são geralmente os primeiros a ouvir a experiência de maus-tratos, mas poucos, ou nenhum, recebem orientações ou formações sobre como reagir para auxiliar a vítima”, explica Jennifer Freyd, da Universidade de Oregon (UO), nos EUA.

Mas um estudo realizado por Jennifer e Melissa Ming Foynes, também da UO, mostra que em apenas 10 minutos de treinamento é possível melhorar a resposta dos familiares à vítima de maus-tratos.

Para realizar o estudo, as duas pesquisadoras selecionaram 110 estudantes da UO que compareceram à pesquisa acompanhados por alguém da família.

Primeiro os participantes escreveram sobre duas experiências em que se sentiram maltratados por alguém próximo e que não eram de conhecimento de seu parceiro. Ao acaso foram escolhidos os “ouvintes” e os “emissores” de cada dupla.

Após completarem uma série de questionários sobre como se sentiram com a experiência, o grupo foi dividido em dois. Enquanto uns receberam uma apostila sobre técnicas para ouvir e dar apoio às vítimas, o grupo controle recebeu informações sobre bem-estar e qualidade de vida. Após estudarem o material, os grupos foram convidados a partilhar a segunda experiência de maus-tratos.

Os resultados mostraram que os ouvintes que receberam o material sobre as técnicas souberam ouvir e apoiar melhor seus parceiros em relação ao grupo controle. Além disso, os ouvintes que no primeiro momento reagiram de forma pior foram os que mais se beneficiaram com o material.

“Estes resultados sugerem que, com apenas 10 minutos de treinamento, as pessoas podem melhorar substancialmente as respostas de apoio às vítimas de maus-tratos. Por outro lado, nós não acreditamos que apenas esta formação seja suficiente para ajudar as pessoas a prestar o nível e a qualidade do suporte muitas vezes necessário”, diz Foynes.

“Esta pesquisa é um grande passo na conscientização da importância em se fornecer a correta orientação para o apoio às vítimas de maus-tratos, tornando esta tarefa mais viável”, conclui.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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