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BEATIFICAÇÃO

Visita à Capital ficou na memória de João Paulo II

30 ABR 2011Por MONTEZUMA CRUZ22h:00

MONTEZUMA CRUZ

Campo Grande ficou para sempre na memória do Papa João Paulo II como um dos lugares onde ele sentiu entusiásticas “e diferentes manifestações da população”. Dom Vitório Pavanello, 75 anos, lembrou a visita “abençoada por Deus”, em 16 de outubro de 1991: “Fazia muito calor, mas lá pelas 16h30 veio uma brisa e quando ele desembarcou na Base Aérea o clima já estava bem agradável”.
A praça localizada na Vila Sobrinho, ao lado do Residencial Flamingos, é um marco na história sul-mato-grossense. Agora, a Igreja Católica espera que o Poder Público edifique ali uma capela. “Sou feliz por acolhido Sua Santidade aqui; hoje rezamos para que a praça, que hoje está ainda mais bonita, se transforme num lugar de peregrinação”, disse o arcebispo.
Dom Vitório recepcionou o Papa cinco anos depois de ser nomeado arcebispo-coadjutor de Campo Grande, cargo que assumiu em 1986, após a renúncia de Dom Antônio Barbosa. O Papa sensibilizou-se com a presença do povo na rua, desde a chegada à Base Aérea, onde abençoou a Capela de Nossa Senhora de Loreto, até a sede da Missão Salesiana, no centro.
Dom Vitório recorda: “Ele estava muito feliz, porque naquele dia lembrava a sua eleição para chefe da Igreja. Concelebrei a missa e após o jantar ele conversou à vontade, tirou fotos e presenteou a comunidade com um cálice.”
No dia 17 de outubro de 1991 João Paulo II visitou o Museu do Índio e o Hospital São Julião, saindo em carro fechado. “Ele rezou no caminho e foi saudado por multidões. Um hanseniano o reverenciou e ele deixou o hospital no papa-móvel (carro aberto), rumo ao almoço com religiosos e autoridades.”
Sentado à direita do Papa o arcebispo percebeu o quanto ele estava feliz com a presença de tantas pessoas, com o canto do coral e as manifestações de fé.
“Quis saber a razão de tanto entusiasmo, sucessivamente sentido no semblante e na voz dos fiéis. Disse-me que sentia algo diferente de outras cidades. Eu lhe respondi que aquilo se justificava: É porque o senhor não vem aqui todo dia.”

‘Ô Campo Grande!’
Mais lembranças de dom Vitório: “Na catedral ele falou para os leigos e a partir dali aquele templo ficou sendo a Sé Metropolitana. Foi saudado por dom Cândido Padim, e dali seguiu para o aeroporto.” Nomeado delegado da Conferência de Santo Domingo em 12 de outubro de 1992 e à assembléia especial do Sínodo dos Bispos para a América (16 de novembro a 12 de dezembro de 1997), dom Vitório reencontrou-se com Sua Santidade. “Ô Campo Grande!”, disse-lhe Papa, nas duas ocasiões, muito animado.

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