Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Violência contra os homens afeta também as mulheres, afirma ativista

8 MAR 2009Por 17h:00
     

        Da Redação

         

A chegada do mês de março não traz boas lembranças para a família de Cátia Patrícia da Silva. Há quatro anos, na última noite do mês, ela perdeu o irmão e o primo em uma chacina em que morreram mais 27 pessoas em Queimados, Baixada Fluminense. Os acusados eram todos policiais ? três estão presos e dois aguardam julgamento. Cátia diz que a família ainda fica abalada quando se aproxima a data da chacina.

 

?Minha mãe é idosa, tem diabetes. Quando vai chegando [a data], ainda fica meio assim... Lembra daquela noite em que meu irmão não voltou. Toda vez, pergunta por que fizeram isso?, conta a doméstica, coordenadora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas de Violência na Baixada. Cátia ressalta que, assim como sua família, outras foram afetadas pela morte de parentes na chacina e afirma que a violência contra os homens impacta também a vida das mulheres.

 

De acordo com relatório divulgado no ano passado pela Anistia Internacional, a violência contra as mulheres não é resultado apenas da violação de seus próprios direitos, mas de abusos cometidos contra filhos ou companheiros. Segundo pesquisa recente do Ministério da Saúde, 72,8% das pessoas atendidas na rede pública por causa da violência são homens. O dia-a-dia de disputa entre gangues, incursões violentas da polícia e o fato de muitas pessoas serem apontadas como suspeitas por morarem em lugares vulneráveis provocam até problemas de saúde.

 

Com informações da Agência Brasil

 

         

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