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OMISSÃO?

Viatura do Samu estava disponível e não atendeu garoto que morreu

Viatura do Samu estava disponível e não atendeu garoto que morreu
09/03/2014 14:00 - Patricia Belarmino


Enquanto o menino Heber Caio Ribeiro, oito anos, ficou desassistido, na madrugada de sexta-feira (7), quando morreu em Campo Grande, a viatura Alfa-3 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estava estacionada na sede do órgão, no Bairro Pioneira. A informação circula entre funcionários da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).

A sindicância que apura o incidente que resultou na morte do garoto deve terminar em 30 dias, conforme previsão do secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca.

A informação de que a viatura Alfa-3 estaria disponível foi repassada por funcionários de dentro da própria Sesau e que médicos reguladores sofrem assédio moral caso liberem as ambulâncias do Samu com muita frequência. Hoje, o Samu é coordenado pelo médico Luiz Antônio Costa, conhecido como Tonhão.

Um médico da prefeitura, ouvido sob a condição de anonimato, disse que, diante do relato do estado de saúde de Heber feito pela mãe dele durante a ligação telefônica para o Samu, o envio de uma ambulância deveria ocorrer imediatamente. A suspeita é que, caso atendido por médicos do serviço, o menino poderia ter sobrevivido ao choque anafilático, decorrente de uma reação ao medicamento que havia tomado antes, o Torsilax.

A ambulância Alfa-3, supostamente estacionada no pátio do Samu quando a mãe de Heber ligou pedindo socorro, conta com médico, medicamentos e equipamentos capazes de atender casos complexos. “Tudo que é feito em uma emergência de hospital pode ser feito em uma (ambulância) Alfa”, resumiu um profissional da área, ouvido pela reportagem.

O secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, diz que após a sindicância tudo será esclarecido.
“Tudo é ainda suposição. Sabemos que houve o contato com o Samu e o médico seguiu o protocolo. Agora temos que apurar a causa da morte da criança”, sustentou.

Para Ivandro, o resultado da sindicância é que vai apontar a responsabilidade. “Vamos respeitar o devido processo legal. Se for preciso, haverá encaminhamento para a Vara da Infância. Se foi erro profissional, vai para o CRM (Conselho Regional de Medicina)”, apontou.

Drama
A família de Heber contou que ele passou mal durante a madrugada e o Samu chegou a ser acionado, mas negou-se a encaminhar viatura à residência, sob a justificativa de que o caso não era grave. Na sexta-feira, enquanto aguardava a liberação do corpo de Heber, o pai dele disse que queria entender quais os critérios usados pelo Samu para atender uma ocorrência.

“Eu só queria saber que critério o Samu usa para atender. Como eles atendem um bêbado caído na porta de uma boate de madrugada, como eu já vi fazerem, por exemplo, mas uma criança passando mal na casa dela, não?”, questionou na sexta-feira, em frente ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), na Capital.

Ontem (9), o coordenador do Samu foi procurado para comentar as denúncias feitas por funcionários da própria Sesau, mas ele não atendeu o telefone celular. Na sexta-feira, a Sesau, por meio da assessoria de imprensa, havia informado que a gravação do telefonema feito pela mãe de Heber ao Samu já teria sido solicitada e uma sindicância deveria ser aberta para apurar o ocorrido. 

Felpuda


Paixão política que extrapola o bom senso, chega nas redes sociais e se transforma em baixaria pode resultar em prejuízo no bolso. Isso foi o que aconteceu com autor de texto nada elogioso contra colega por diferenças em apoio a candidatos nas eleições de 2016. O dito-cujo foi condenado a pagar indenização de R$ 7 mil, com correção monetária e juros mensais a partir da publicação da sentença, além dos honorários advocatícios. Detalhe: os adversários daquela época hoje andam de braços dados. Pode?