Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

suspeita de cartel

Vereador pede investigação sobre postos

7 ABR 2011Por ana maria barbosa08h:07

O vereador de Três Lagoas, Antônio Luiz Empke Júnior (PPS), o Tonhão, pediu formalmente que o Procon do município investigue a possível formação de cartel entre os postos que vendem combustíveis na cidade. Segundo ele, os preços de álcool, gasolina e diesel são superiores ao de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Água Clara. “Os donos dos postos reclamam que a alíquota de ICMS é maior do que no Estado de São Paulo, mas não dá para aceitar a disparidade dentro do próprio estado porque o ICMS é igual para todos os nossos municípios”, disparou o vereador.
A diferença, de acordo com ele, chega a R$ 0,50 no litro, o que equivale, no caso da gasolina, a pelo menos 40% acima dos valores praticados na capital. “Não dá para entender o que vem acontecendo aqui e não posso concordar com isso. Será que temos um cartel porque a maioria vende pelos mesmos preços, não disfarça nem no centavo”, denunciou Tonhão.
No requerimento enviado ao Procon, ele pede que sejam levantadas informações sobre o porquê da diferença de preços. Segundo ele, a gasolina que é vendida por R$ 2,65 a R$ 2,68, em Campo Grande, chega a R$ 3,13 em Três Lagoas e, em alguns pontos, até a R$ 3,34. “Temos que tomar providências, reunir um grupo de autoridades e apurar as informações porque isso não tem justificativa”, afirmou. Com base nisso, a Câmara local vai criar uma comissão para acompanhar as investigações requeridas ao Procon.

Outro lado
A justificativa para os preços maiores, segundo Márcio Hirade, proprietário de posto no município, soma vários fatores, como o fato de a maioria dos postos comprarem exclusivamente da Petrobras, o que representa mesmos custos e, em conseqüência, mesmos preços de venda. No entanto, o proprietário informou que Três Lagoas não conta com base de distribuição, o que encarece os produtos, que vêm de Campo Grande, São José do Rio Preto e Presidente Prudente.
“O combustível chega a Campo Grande por transporte ferroviário e depois volta para Três Lagoas pela rodovia. Percorre 350 km e este é um dos fatores para aumentar o preço”, explicou Hirade. Ele ainda pontuou que a política comercial da distribuidora para a capital é diferente e que alguns donos de postos em Campo Grande também são prejudicados pelos preços praticados pela concorrência desleal de alguns postos. “Aqui em Três Lagoas ninguém vê a polícia fechando postos por sonegação, adulteração e lavagem de dinheiro. Temos um mercado sadio”, ponderou.

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