Quarta, 20 de Junho de 2018

Vereador da oposição deixa a CPI da Saúde

27 ABR 2010Por 20h:20

Fábio Dorta, de Dourados

Maria matheus, da redação

 

O vereador Marcelo Barros (DEM) protocolou ontem na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Dourados pedido de renúncia à sua indicação como um dos integrantes da CPI da Saúde. Ele tomou a decisão porque pretendia ser o relator da comissão, mas foi preterido por Humberto Teixeira Júnior (PDT).

Barros afirmou que, quando entrou com requerimento pedindo a criação da CPI, o vereador Dirceu Longhi (PT) se comprometeu a lhe dar a relatoria da comissão, mas, depois, optou por Humberto, que é da bancada de sustentação do prefeito Ari Artuzi (PDT). "Se um dos objetivos da CPI é investigar a atual administração não faz sentido que o relator seja um vereador ligado ao prefeito", alegou Barros.

Indignado, Barros não poupou Longhi, que é o presidente da comissão. "Tenho respeito com o dinheiro público e não vou compactuar com esse teatro de fantoches que está sendo montado", declarou.

Longhi preferiu não comentar as críticas de e reafirmou que a CPI vai cumprir os objetivos de investigar a aplicação de recursos na Secretaria Municipal de Saúde nos últimos dois anos da administração do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) e do primeiro ano da gestão de Artuzi. Ontem, em Campo Grande, o prefeito rebateu as críticas do vereadores do DEM. "Não fui eu quem escolheu o Humberto (como relator). Foi o cara que pediu a CPI que votou no meu líder", comentou. "E ele nem é mais meu líder", continuou. "Além do mais, tem mais vereadores para investigar", completou. O prefeito ainda criticou a saída de Barros da CPI. "Acho que ele se sentiu incapaz", declarou. "Pelo menos foi isso que, hoje (ontem), eu vi no jornal", finalizou.

O nome do integrante que irá substituir Barros deverá ser anunciado oficialmente hoje. Pela disposição das bancadas, a indicação pertence ao Democratas, mas o partido poderá abrir mão da prerrogativa. Neste caso, a vaga poderá ficar com a vereadora Délia Razuk (PMDB). "Vamos definir isso com a presidência da Câmara e a assessoria jurídica", encerrou Longhi.

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