Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

cassação

Vereador chora e pede perdão mas não escapa

18 MAR 2011Por Antonio Viegas, de Dourados14h:12

Mesmo diante de muita emoção e choro ao usar a tribuna da Câmara, Paulo Henrique Bambu (DEM) é mais um vereador cassado em Dourados por quebra de decoro, ao ser acusado de envolvimento no esquema de corrupção levantado pela Policia Federal. Ele recebeu inclusive, o voto de Cemar Arnal (PDT), seu amigo pessoal e, que aparece junto com Bambu, no vídeo em que ele recebe valores que seriam do “mensalinho”. Nas imagens Cemar até brinca e senta no pacote de dinheiro.

Paulo Bambu foi cassado com os votos de oito vereadores, o mínimo exigido no Regimento Interno da Câmara, para essa finalidade. Gino Ferreira (DEM) e Dirceu Longhi (PT) foram impedidos pela Justiça de votar, porque fazem parte do mesmo processo penal que motivou a instalação da comissão processante contra o vereador cassado. Diante disso a Câmara convocou dois suplentes, sendo que um deles não compareceu e outro se declarou impedido de votar por pertencer à mesma coligação do julgado.


Alan Guerra Guedes, um dos convocados pela presidente Délia Razuk, é do DEM, mesmo partido de Bambu e o segundo convocado, José Silvestre, justificou que estaria em viagem por problemas de saúde de seu pai. Outro vereador que se colocou como impedido para votar foi Cido Medeiros que também é do Democratas e disse que absteria por não poder votar no companheiro de partido. Como apenas onze vereadores compareceram, oito optaram pela perda do mandato de Paulo Bambu.

Defesa

A defesa de Paulo Henrique usou o mesmo argumento dos demais que estão no mesmo processo, negando que receberiam recursos indevidos e que foi vitima de armação. Porém, assim que o advogado encerrou sua atuação, o ex-vereador, que é evangélico, usou regimentalmente a Tribuna e, mesmo se declarando inocente, chorou, pediu perdão a Deus e desculpas à população. Se dirigindo a cada vereador, implorou por misericórdia dizendo que não era bandido.

Ele, que até o início da sessão apostava no voto a seu favor do amigo Cemar Arnal e lembrou na tribuna, “você Cemar, meu amigo, estava lá e viu tudo”. Em tom de denúncia, Bambu disse que “todos aqui sabem que existe um acordo entre vocês para me cassar”, mas implorou para não ser cassado, alegando que precisava ter sua honra de volta.

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