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'GOLPE MORTAL'

Venezuela deixa a Comunidade Andina hoje

Venezuela deixa a Comunidade Andina hoje
22/04/2011 00:00 - ESTADÃO


A Venezuela deixará formalmente a Comunidade Andina das Nações (CAN) hoje, sexta-feira, sem um marco definido sob o qual sejam regidas suas relações comerciais com alguns dos países vizinhos, uma situação que muitos consideram um "golpe mortal" ao bloco econômico dos Andes. O governo da Venezuela anunciou sua saída do bloco em abril de 2006, mas os direitos e obrigações que a Venezuela manteve com seus quatro sócios por 38 anos terminam formalmente hoje.

Embora a Venezuela tenha concordado em prorrogar por três meses as regras vigentes na CAN com o Peru e a Colômbia, enquanto é definido um acordo de "complementação econômica", empresários consultados pela Associated Press indicaram que desconhecem como irão trabalhar a partir da próxima semana.

No caso da Bolívia e do Equador, o governo venezuelano subscreveu um "protocolo de acordo" para regulamentar o comércio com os dois países, cujos termos não são conhecidos. O comércio entre a Venezuela e os outros quatro países do bloco, que em 2006 foi de US$ 6,1 bilhões, mais que dobrou para US$ 12,4 bilhões em 2008. Mas, por causa da crise financeira mundial, caiu para US$ 4,5 bilhões em 2010.

Para o professor Carlos Romero, que ensina ciências políticas na Universidade Central da Venezuela, a saída do país do bloco regional "é um golpe mortal para a Comunidade Andina, uma vez que a Colômbia e a Venezuela, juntas, formavam mais de 50% das transações comerciais" do bloco.

Romero afirma que a saída da Venezuela do bloco, formado em 1969, é natural, vista "de um ponto de vista ideológico", uma vez que interessa muito mais ao presidente venezuelano Hugo Chávez reforçar a Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América (ALBA), organização que o mandatário criou na década passada e que hoje é integrada por Venezuela, Cuba, Nicarágua, Dominica, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas. As informações são da Associated Press.

Felpuda


Outrora afinadíssimo com o presidente Jair Bolsonaro, parlamentar sul-mato-grossense começou a ser escanteado em consequência de uma das crises políticas de grande repercussão. A figura entrou em campo e botou falação sobre o que estava ocorrendo, e isso soou que só como crítica pesada ao governo, que, como não poderia deixar de ser, não gostou nadica de nada. Há quem diga que o dito-cujo é muito levado “pelo sangue”. Então, tá!...