segunda, 16 de julho de 2018

Vendas no comércio batem recorde em agosto

15 OUT 2010Por ADRIANA MOLINA04h:20



O volume de vendas do comércio varejista de Mato Grosso do Sul cresceu 13,3% em agosto deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, registrando recorde em relação ao mesmo mês dos últimos 10 anos. O percentual ainda ficou acima da média nacional, que foi de 10,4%, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Porém, em relação a meses anteriores, o índice consolida uma escala de decréscimo, já que em junho e julho foram verificados crescimentos de 19,5% e 16,3%, respectivamente. De acordo com o assessor econômico da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Thales de Souza, o cenário expressa a mudança de comportamento do consumidor do Estado.
“Estamos notando que a procura por qualidade e não mais por menor preço tem crescido nos últimos tempos aqui. Aumentou a preferência por comprar um item duas vezes mais caro, mas que vai durar três vezes mais que um mais barato e isso tem refletido diretamente nessa escala de volume, que cai em quantidade”, explica.
Em receita nominal, o comércio varejista de Mato Grosso do Sul, obteve crescimento de 12% em agosto frente ao mesmo mês de 2009. Em relação a julho houve queda de 2,9%, já que o mês registrou alta de 14,9%; e de 4,4% frente a junho, quando o acréscimo foi de 16,4%. No ano a receita nominal já é 14,7% maior e, nos últimos 12 meses, 12%.

Brasil
No País, as vendas no comércio varejista aumentaram 2% em agosto deste ano, em relação ao mês anterior. Com o crescimento, o setor vive cenário contrário ao de Mato Grosso do Sul, com quatro meses em trajetória de elevação. Já a receita nominal teve aumento de 1,6%, na oitava alta mensal consecutiva.
Segundo o levantamento do IBGE, as vendas cresceram em todas as dez atividades pesquisadas, principalmente nos grupos livros, jornais, revistas e papelaria, com aumento de 3,5%; móveis e eletrodomésticos, 2,9%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com avanço de 2,6%.

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