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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

Vendas de imóveis oficializadas são 41 por dia

2 JUL 2010Por 06h:36
ADRIANA MOLINA

Números da prefeitura comprovam a boa fase do setor imobiliário de Campo Grande, embalado por facilidades de pagamento e incentivos de programas habitacionais. Por dia, a Capital registra venda de 41 imóveis – quase dois por hora – em média, conforme dados da Secretaria Municipal de Receita (Semre).
Numa comparação mais palpável, seria o mesmo que  vender, no ano, todos os imóveis de Aquidauana e Anastácio juntos, já que em Campo Grande são vendidos 14,9 mil por ano.

O dado oficial contabiliza a quantidade de guias pagas do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e, segundo o secretário de Receita, José César de Oliveira Estoduto, não inclui os negócios adquiridos em planta baixa e com entrega programada, como acontece em empreendimentos de grandes construtoras. “Na verdade, a comercialização é bem maior. Muitos negócios foram fechados agora, mas a conclusão vai ocorrer em um ano ou dois, pois estão ainda em fase de construção, gerando a guia do ITBI somente no ato da entrega, com a transferência do imóvel”, explica.

Por conta disso, a estimativa é de que o volume de vendas seja maior, acrescentando os imóveis ainda não transferidos por conta dos prazos de construtoras, que os mantêm em seus nomes até que seja efetuada a conclusão dos projetos e entrega definitiva ao comprador.

De acordo com o Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi/MS), eventos sazonais, como o feirão da Caixa Econômica Federal, que ocorreu no final de maio, também podem contribuir para que esse percentual seja mais expressivo. “Esse número é realmente maior porque temos corretores que estão negociando e fechando contratos até hoje com clientes do feirão feito em maio, que teve média de 66 imóveis vendidos por dia em um mês. E muitos também são com entrega para daqui um ano, fazendo com que o reflexo sobre o ITBI seja verificado só lá na frente”, pondera o presidente do Secovi/MS, Marcos Augusto Netto.

Em 2005, a média de comercializações diária era 38 de imóveis, que, se comparada com o número de hoje, representa cerca de 100 imóveis a mais vendidos por mês. O acréscimo é principalmente por conta de programas habitacionais com juros mais baixos, subsídios oferecidos pelo governo e possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar parte do saldo.
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