quarta, 18 de julho de 2018

ECONOMIA AQUECIDA

Venda de material de construção cresce 15%

4 JAN 2011Por ADRIANA MOLINA00h:00

Em 2010, as vendas de materiais de construção cresceram em torno de 15% na Capital, em relação a 2009, segundo o Sindicato do Comércio de Materiais de Construção de Campo Grande (Sindicostru). O comércio de produtos do tipo já atinge patamares de faturamento anteriores à crise de 2009, devido principalmente à melhor situação econômica do País, que refletiu diretamente no consumo de bens duráveis.

Segundo o presidente da entidade, que também está à frente da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Campo Grande e Região (Acomac), Fábio Ângelo, o crescimento econômico do Brasil, que proporcionou aumento do poder aquisitivo da classe C, fez com que hoje ela se tornasse a principal consumidora do segmento. “Além disso, em 2010 tivemos programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, que facilitaram a construção e compra de imóveis; e a redução de IPI – fator muito importante, pois a carga tributária é o maior gargalo do nosso setor”, disse.

Em Mato Grosso do Sul, no ano passado, o programa Minha Casa, Minha Vida firmou cerca de 13 mil contratos de financiamento (volume 8,33% maior que a meta de 12 mil), que totalizaram R$ 827,4 milhões, conforme dados da Caixa Econômica Federal. O impacto desses contratos no setor da construção civil foi expressivo, uma vez que o programa só aceita financiar a construção ou aquisição de imóveis novos.

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) atingiu, principalmente, materiais considerados essenciais e caros, como cimento, pisos, tintas e outros acabamentos. O benefício deverá ser mantido até dezembro de 2011, porém apenas para pisos, que hoje já estão até 71,5% mais baratos.

“É o caso do porcelanato. Há algum tempo o metro quadrado não custava menos de R$ 70. Hoje já é possível encontrar porcelanato a R$ 20 por conta do aumento das vendas, que fizeram crescer a produção industrial, barateando o produto”, explicou o gerente da Sertão, Aparecido Emídio da Silva.

Com este cenário a expectativa é de 2011 também seja de saldo positivo, uma vez que a economia brasileira tem dado sinais de mais crescimento e o programa Minha Casa, Minha Vida no Estado prevê a meta de contratar no mínimo o mesmo volume do ano passado.

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