Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

mercado executivo

Venda de helicópteros se recupera e dispara no País

31 DEZ 2010Por ESTADÃO06h:36

O mercado de helicópteros no Brasil mostrou uma forte recuperação neste ano, de carona no bom desempenho do chamado "mercado executivo". A Helibras, subsidiária da Eurocopter, quintuplicou as vendas para a iniciativa privada, passando de 5 unidades, em 2009, para 25, em 2010.

A expansão das vendas totais também foi significativa. A companhia comercializou 35 unidades em 2010, comparado com 14 no ano passado. O desempenho das compras do setor público, porém, quase não mudou. O governo brasileiro adquiriu nove helicópteros da Helibras no ano passado e 10 neste ano.

O padrão se repetiu na TAM Aviação Executiva, que representa a americana Bell no Brasil, e diz ter crescido por causa das compras feitas por grandes companhias privadas e por empresas de táxi aéreo, que fazem viagens de helicópteros para executivos.

De acordo com Leonardo Fiuza, diretor comercial da companhia, o número de aeronaves vendidas quintuplicou entre 2009 e 2010, passando de quatro para 20 unidades. "Este ano foi o melhor para a Bell nesta década", afirma Fiuza, ressaltando que a empresa espera voltar a bater recorde nos próximos anos.

Os modelos mais vendidos pela TAM são o Bell 407, comercializado por US$ 2,95 milhões, e o Bell 429, que custa US$ 5,8 milhões. A maior parte da procura é por modelos monoturbina, para deslocamentos na capital paulista e região metropolitana.

Contrato extra. Em 2009, ainda durante a crise, a Helibras firmou com o governo brasileiro um contrato de 2 bilhões para a produção de 50 helicópteros militares ao custo de US$ 30 milhões cada. O valor inclui também a implantação de uma nova linha de produção em Itajubá (MG), onde a companhia mantém uma fábrica há mais de 30 anos, e a transferência de tecnologia para a fabricação do modelo EC725 no País a partir de 2012.

Hoje, a única linha de produção de helicópteros no Brasil é do modelo AS350, conhecido como Esquilo - neste ano, a aeronave respondeu por 80% das entregas da Helibras no País. Segundo a empresa, por ser fabricado internamente, o modelo tem a vantagem de contar com o financiamento pelo Finame, linha oficial com taxa de juros de 5,5% ao ano, um ano de carência e dez anos de prazo para pagamento.

Segundo o diretor-presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira, a nova linha de produção vai aumentar a complexidade do trabalho de montagem de helicópteros. Hoje, um Esquilo leva quatro meses para ficar pronto, enquanto a fabricação de um EC 725 pode durar um ano e meio.

O helicóptero feito no país custa em média US$ 3 milhões e carrega até sete passageiros. O EC 725 para uso militar pode carregar 34 pessoas e é vendido a um preço até dez vezes maior.

Crescimento. Com a expansão, a Helibras já aumentou o número de funcionários no País. Desde junho de 2009, foram contratadas 170 pessoas, e a equipe hoje tem 450 trabalhadores. Em dois anos, quando a nova planta estiver pronta, a empresa projeta ter mil funcionários.
 

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