quarta, 18 de julho de 2018

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Venda de Gás Natural Veicular é reduzida pela metade em Três Lagoas

20 FEV 2011Por hoje ms16h:01

No início da década de 2000, a troca do tanque de gasolina ou álcool por GNV (gás natural) era a sensação do momento. Porém, hoje em dia, não é o que se vê em postos de combustível. A entrada dos carros flex, variação do preço do álcool e falta de incentivo do governo, ocasionou na redução da venda do gás natural no país.

Atualmente em Três Lagoas, o único posto de combustível que fornece o gás natural é o Pioneiro, localizado à Avenida Ranulpho Marques Leal. O gerente da unidade, Alexander Pimentel Mendes Sobrinho, afirma que nos anos anteriores, o comércio do gás natural na cidade era mais rentável, mas hoje em dia o abastecimento caiu. “Já foi melhor”, afirma.

Atualmente no posto, a média diária da venda de gás natural é de 1.500 metros cúbicos, e mensal é entre 45 e 50 mil metros cúbicos. Quando o gás foi implantado no posto, a venda mensal era em média de 100 mil metros, ou seja, uma redução de 50% em comparação com os primeiros anos.

Segundo o gerente, na implantação do GNV no posto (início da década de 2000), o preço do metro cúbico era de 0,799 e hoje a mesma quantidade está sendo vendido a 1,799. “Comparando o gás natural com o álcool, a diferença é mínima, pois está numa faixa de 1,889”.

Alexander disse que a queda foi conforme o tempo. “Antigamente havia três mecânicas que faziam instalações do gás natural, hoje não tem nenhuma”. Além disso, havia uma unidade do Inmetro na cidade para vistoriar as condições do veículo, porém há dois anos foi fechado, sendo realizado apenas em Araçatuba (SP) ou Campo Grande (MS). “Isso sem contar o alto custo”.

Independente da queda de consumo, a empresa não pensa em parar de vender gás natural. “Muita gente de outros Estados passa por Três Lagoas e hoje somos os únicos a fazer este tipo de abastecimento”.

DESISTÊNCIA
Outro posto que prestou este tipo de serviço mas parou há dois anos, foi o Campo Verde. De acordo com um dos gerentes, Osvaldo Ferreira da Silva, a venda do combustível não supria as despesas que a empresa estava tendo. “Não compensava, pois tínhamos gasto de energia, vistoria, movimentação do gás na cidade e a própria falta de incentivo do governo”, argumenta.

Em sua opinião, atualmente trabalhar com este combustível não é viável em Três Lagoas. Ele contabiliza os gastos de R$ 600 mil reais com a implantação do tanque de gás natural na unidade. “Ainda temos que manter até hoje as manutenções”, disse.

Osvaldo acredita que se houvesse mais incentivo por parte do governo na queda do preço do gás natural e das instalações dos materiais, poderia melhorar o comércio deste combustível. Enquanto isso não se torna realidade, o gerente não pensa em voltar a comercializar o gás em seu posto de combustível.
 

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