Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

AGRONEGÓCIO

Venda antecipada atinge 35% da soja em MS, superando resultado de 2009

14 DEZ 2010Por Carlos Henrique Braga00h:00

Mato Grosso do Sul finaliza o plantio de soja com venda antecipada de 35%, percentual que supera em 10 pontos o resultado do ano anterior (25%). O Estado deve colher 5,1 milhões de toneladas, 2,5% a menos do que na última safra (5,3 milhões), segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Vender no mercado futuro é estratégia para segurar os preços altos dos últimos meses.

A saca de 60 quilos segue em alta, e fechou ontem em R$ 48, para disponível, e R$ 43,50, para entrega em março, em Dourados. Comparado ao primeiro valor, está 33,3% mais valorizada do que em dezembro de 2009 (R$ 36), segundo a Granos Corretora, de Campo Grande.

A comercialização no mercado futuro atinge níveis recordes no Brasil, segundo o 3º Levantamento da Safra 2010/11, divulgado na última quinta-feira. 33% da produção nacional, de 24 milhões de toneladas, foram vendidos até o início de dezembro — era 18% no ano passado. Em Mato Grosso, esse percentual é de 51% dos 19,4 milhões de toneladas estimados.

O mercado fechou na semana passada esperando alta nos preços após anúncio do governo norte-americano de queda no estoque (baixou para 1,3 milhão de toneladas) e crescimento no consumo (1,5 milhão de toneladas). Ao contrário do esperado, os preços não subiram puxados pela maior demanda dos Estados Unidos. "Não aconteceu como o mercado esperava, o reflexo (alta) deveria ser sentido na hora do anúncio", considera Leon D’Avalo Vilela, analistade de mercado e sócio da Granos Corretora.

O mercado aguarda ainda, segundo ele, o resultado da safra argentina, ainda sem data de divulgação, que deve confirmar prognósticos negativos por conta da seca no País. "Com certeza haverá uma quebra de safra", afirma.

Para amenizar o ritmo lento do mercado, que ganhou muita mercadoria nas últimas semanas porque os fundos de pensão realizaram lucros (venderam), o dólar seguia em alta.

Trocas
Falta menos de 1% para o fim da semeadura da soja no Estado, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul). As cidades de Ponta Porã e Sidrolândia são as mais atrasadas, por causa da falta de chuva de meses atrás. A entidade apurou elevado movimento de troca de sacas a serem colhidas por insumos e sementes. O mecanismo é mais comum do que a comercialização no mercado futuro. As trocas atingem maiores percentuais da produção em Chapadão do Sul (40%), Costa Rica (30%), Dourados (20%), Itaporã (entre 20% e 30%), e Caarapó (15%).

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