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EPITÁFIO

Veja quais foram os erros que levaram Alcides Bernal à derrocada

13 MAR 14 - 09h:00CELSO BEJARANO

“Todo homem investido de poder é tentado a abusar dele”, expressão de Charles-Louis de Secondatt, o barão de Montesquieu (1689-1755), escritor, filósofo e, com tempo de sobra, também político. E o que tem a ver a frase do, outrossim, barão de La Brède com o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, do Partido Progressista, o PP? Para fundamentar o vocábulo do erudito francês: um pouco de tudo. Antes das 19 horas do dia 28 de outubro de 2012, Bernal, advogado, radialista há duas décadas, ex-vereador, ex-deputado estadual, já sabia que era o novo prefeito da cidade. É rotina entre os eleitos, logo que anunciado vencedor, espionar o mercado político e empresarial com o propósito de escolher o chefe da secretaria de Saúde, Educação, Obras, enfim, definir os nomes dos parceiros para administrar a cidade. 

E note a moral política do prefeito: dos 561.630 votantes da cidade, 270.927 apostaram nele, em torno de 110 mil votos a mais que o adversário. Alcides Bernal não fez isso, tanto que assumiu a administração sem alguns nomes de secretarias importantes. Antes de definir seu secretariado, Bernal deveria ainda recorrer ao básico: montar o chamado governo de transição. E o que é isto? É como se o gerente de um banco deixasse o cargo e, antes de ir embora, mostrasse ao substituto a sala onde devia ficar as operações importantes em andamento e o que poderia ser feito dali em diante. Essa tarefa também ficou para depois. Outra questão que atrapalhou o pepista: logo no início de mandato, arranjou encrenca com a maioria dos 29 vereadores, os mesmos que determinaram a criação de CPIs, que motivaram sua cassação.

Além de desprezar o governo de transição, da demora na escolha do secretariado e das rusgas com os vereadores, outro desdém: deixou faltar comida nas creches. O fim do estoque de alimentos mexeu com o pepista, tanto que ele recorreu a um meio de encurtar o caminho para repor as prateleiras. Na pressa, Bernal impôs os tais contratos emergenciais, aqueles que dispensam concorrências. E num desses tratados, venceu uma distribuidora de alimentos criada às pressas. O negócio foi tido como suspeito, virou debate entre os vereadores, revigorou a CPI e o pedido de cassação. Deu no que deu.

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