Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

tortura e agressão

Vans e ônibus de integrante de quadrilha levavam cocaína para litoral

11 DEZ 2010Por NADYENKA CASTRO e bruno grubertt02h:40

O empresário do ramo de alimentos e turismo preso por tráfico de drogas pela Polícia Federal (PF), anteontem, utilizava os veículos de sua empresa para transportar a cocaína, que saía da Bolívia e tinha como principais destinos municípios do litoral de Santa Catarina. Uma das viagens foi interceptada pela PF.

No dia 23 de outubro, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 30 quilos de cocaína que estavam dentro de uma van de turismo, em Guia Lopes da Laguna. A PF, porém, não confirmou se essa apreensão está relacionada com a quadrilha desmantelada na quinta-feira.

Também está preso Jackson Morales Barreto, de 38 anos, que teve a mão furada com furadeira elétrica, em junho deste ano, por ter sumido com entorpecente da quadrilha. Ele deveria fazer o transporte de três quilos de cocaína, mas não cumpriu com o combinado e desapareceu com a droga. O autor da agressão foi identificado e também está na cadeia.

De acordo com a PF, este foi o único caso de tortura e agressão da quadrilha, que enviava cocaína da Bolívia para Santa Catarina. O bando mandava o entorpecente frequentemente, mas em quantidades pequenas. Utilizava "mulas" e veículos com fundos falsos.

Em alguns casos, segundo a polícia, os ônibus e vans transportavam mesmo turistas, que não sabiam da carga escondida, com objetivo de despistar a fiscalização. Não foram dados detalhes sobre onde a droga era escondida e se os passageiros teriam ligação com a quadrilha.

A droga saía da Bolívia, onde moram os "chefes" que estão foragidos, seguia para Corumbá e Ladário, passava por Campo Grande, para depois ir para Balneário Camboriú, Navegantes e Itajaí. Nos municípios catarinenses, o entorpecente era recebido por traficantes que vendiam para donos de bocas-de-fumo.

A PF começou a investigar a quadrilha em 2009. Desde então, foram apreendidos cerca de 100 quilos de cocaína e presos 10 integrantes. A Operação Quijarro prendeu mais 11 envolvidos, sendo que cinco já estavam encarcerados e só receberam nova voz de prisão e terão que responder a mais um inquérito.

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