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Valter "medita" sobre denúncias e permanência no PMDB

Valter "medita" sobre denúncias e permanência no PMDB
09/03/2010 08:13 -


Depois d a derrot a n a disputa para ser o candidato do PMDB ao Senado e de denunciar compra de votos nas prévias, o senador Valter Pereira (PMDB) afastou-se do Estado para “meditar” sobre seu futuro político. Ele quer “esfriar a cabeça” antes de decidir se oficializa a acusação de irregularidades na eleição interna e se permanece no partido. Por enquanto, a única certeza é que não deverá disputar outro cargo no pleito deste ano. Segundo Valter, houve compra de votos “escancarada” nas prévias, realizadas no último domingo, e uso da máquina pública para garantir a vitória do deputado federal Waldemir Moka (PMDB). “Oncinhas” (notas de R$ 50) foram distribuídas em troca de voto”, acusou. Ainda segundo o senador, a primeira-dama de Campo Grande, Antonieta Trad, e o “primeiro-damo” de Três Lagoas, Eduardo Rocha (PMDB), coagiram servidores das respectivas prefeituras a votarem no deputado. Apesar da gravidade das denúncias, o senador ainda não decidiu se oficializará a acusação ao Diretório Regional do PMDB. “Estou recebendo informações e avaliando”, afirmou. “Primeiro, vou meditar e só depois, com a cabeça fria, vou me pronunciar”, completou. “A única ideia madura é que não vou concorrer a outro cargo nas eleições”, finalizou. A mesma informação o senador repassou ao presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento. “Ele (Valter) pediu um tempo de reflexão para depois conversar com o partido”, disse Esacheu. “Inicialmente, ele demonstrou certa mágoa, mas tenho certeza de que tudo será esclarecido”, acrescentou. Esacheu repetiu que só tomará providências se a denúncia de compra de votos e uso da máquina for formalizada por algum correligionário. As prévias mobilizaram 15.213 dos 40 mil filiados do PMDB no Estado. Do total, 10.501 votaram em Moka (69%) contra 4.548 a favor de Valter (30%). Votos brancos e nulos somaram 164 (1%).

Felpuda


A continuar disparando tantas críticas ácidas contradizendo o seu partido, que em nível nacional ganhou até um ministério, político cá dessas bandas poderá ser colocado de escanteio e, se continuar nessa cruzada nada palatável para as lideranças, ser convidado gentilmente a “procurar o caminhão do qual caiu”, como se diz no popular. Os comentários são de que o dito-cujo age assim mais para ganhar holofotes. Esqueceu-se, pelo que se vê, que poderá ocorrer curto-circuito. Ui!