sexta, 20 de julho de 2018

Raiva

Vacinação é suspensa após morte de animais

8 OUT 2010Por BRUNO GRUBERTT06h:00



A vacinação de cães e gatos contra raiva foi suspensa pelo Ministério da Saúde em todo país, depois de comprovadas ocorrências de efeitos graves e até morte dos animais que receberam a vacina. Em Campo Grande, proprietários de animais já haviam denunciado a morte dos animais e efeitos colaterais, conforme mostrado no dia 25 de agosto, pelo Correio do Estado. Na ocasião, o Centro de Controle de Zoonoses informou que as reações eram normais e que os proprietários poderiam continuar vacinando os animais.

Depois da ocorrência dos primeiros problemas, registrados em São Paulo e Rio de Janeiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), iniciou uma investigação laboratorial, realizada com cobaias, que indicou a ocorrência de efeitos graves e mortes depois da vacinação que, até então, não eram previstos na literatura científica disponível. Com base nesses resultados, como medida cautelar, o MAPA recomendou a interrupção temporária do uso da vacina. Entre os efeitos que não eram previstos e que foram observados estão hemorragia, dificuldade de locomoção, hipersensibilidade de contato e intensa prostração. Vale ressaltar que os resultados laboratorias preliminares indicam alterações ocorridas apenas nas amostras colhidas nos estados.

De acordo com o que afirmou, em nota, o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, as informações sobre ocorrência de mortes e casos graves disponíveis até a última quarta-feira não eram suficientes para suspender a vacinação. “Até então, tínhamos relatos de mortes e casos graves nos estados, mas sem evidências de estudos controlados em laboratório. Agora que temos essas informações, mesmo que preliminares, decidimos suspender a vacinação preventivamente, até que os estudos sejam concluídos”.

A vacina RAI-PET®, usada na campanha, foi produzida pelo laboratório Biovet, que desde 2003 tem registro no MAPA . Para a campanha de 2010, o Ministério da Saúde comprou 30,9 milhões de doses da vacina, por R$ 23,4 milhões.

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