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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Vacina antipólio terá nova etapa a partir do dia 14

4 AGO 2010Por 08h:33
Corrida da população aos postos de saúde em busca de imunização contra a gripe suína pode ter contribuído para a baixa cobertura vacinal contra a poliomielite em Campo Grande. Segundo informações da chefe do serviço de imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Erci Hirota, a primeira etapa da campanha, realizada em 14 de junho, conseguiu atingir somente 83% da meta, o que equivale a 50 mil crianças vacinadas. O esperado era atingir 95% da população infantil até cinco anos de idade. “Geralmente na primeira etapa sempre conseguimos atingir a meta. Mas neste ano as baixas coberturas vacinais ocorreram justamente durante o período de vacinação da gripe A H1N1. Acreditamos que esse pode ter sido um dos motivos”, comentou.
Para a segunda etapa, programada para 14 de agosto, a Sesau espera vacinar 61 mil crianças na Capital. O órgão recebeu 65 mil doses da vacina, que já estarão disponíveis nos postos de saúde na próxima semana. Para o dia D, será mantida a mesma estrutura de atendimento da primeira etapa da campanha, um total de 140 postos espalhados pela cidade, entre unidades de saúde, supermercados, escolas, terminais de ônibus urbano e shopping.

Risco
Embora a poliomielite tenha sido erradicada no Brasil há mais de 20 anos – o último caso registrado em território brasileiro foi em 1989 e em 1994 o País recebeu o certificado de erradicação da pólio nas Américas –, o vírus continua em circulação pelo mundo, havendo a necessidade de campanhas de vacinação permanentes. A notícia de que a Rússia voltou a registrar casos da doença neste ano também deixou as autoridades de saúde em alerta, segundo a coordenadora municipal de imunização.
“Recebemos um informe no mês passado, comunicando que a Rússia, onde já se considerava a pólio erradicada, começou a ter novamente casos da doença. Hoje o fluxo de turismo no mundo é grande e recentemente tivemos a Copa do Mundo, onde houve grande concentração de pessoas de diversos países em um só local. Pode ser que ao retornar para seu país de origem, esses turistas tenham levado o vírus e por esse motivo ocorreu a transmissão”, comentou.

Cuidados
Segundo Erci Hirota, quem levou o filho para vacinar na primeira etapa deve fazê-lo também na segunda. Não há necessidade de intervalo entre as doses, que inclusive podem ser aplicadas juntamente com a da gripe suína. Denominada Sabin, a vacina antipólio passa a fazer efeito no organismo da criança após 10 dias da aplicação.
A popular gotinha protege contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, uma doença infectocontagiosa causada por um vírus, que é caracterizada por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito. Compromete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, e se caracteriza por flacidez muscular (perda do tônus muscular), com preservação da sensibilidade e ausência de reflexos na parte do corpo atingida pela doença.
Quem procurar os postos de saúde também poderá atualizar a carteira de vacinação das crianças. “Temos disponíveis vacinas contra a hepatite B, a tetravalente, que protege contra a difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae (tipo B, contra meningite e outras infecções causadas por esse tipo de bactéria), a vacina contra pneumococo (protege contra este tipo de bactéria que provoca meningite e pneumonia pneumocócica), a da febre amarela e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba”, informou Erci Hirota. (DA)
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