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Vestibular

USP aprova bônus de até 15% para alunos de escolas públicas na Fuvest

31 MAR 2011Por G122h:00

A reunião do Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) terminou por volta das 16h50 desta quinta-feira (31) com a aprovação de um bônus maior nas notas dos estudantes de escolas públicas. Eles podem ganhar até 15% a mais na nota do vestibular de acordo com desempenho em duas prova durante o ensino médio, uma no segundo e a outra no terceiro ano. Atualmente, o bônus máximo é de 12%.
 

Esta bonificação faz parte do programa de inclusão de alunos de escola pública, o Inclusp. mplantado pela primeira vez no vestibular 2007, o Inclusp foi criado para aumentar a participação de estudantes de escolas públicas na universidade. Em 2010, essa parcela foi de 25,4% dos inscritos.

Na época, a USP afirmou que o objetivo era ter 30% dos estudantes aprovados oriundos da escola pública. Nos primeiros dois anos, foi dado bônus de 3% nas provas da primeira e da segunda fase para os vestibulandos que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas.

Em 2009, foram acrescentadas também possibilidades de bônus de até 6%, de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e de até 3% pelo Programa de Avaliação Seriada (Pasusp).


Com os problemas de atraso da aplicação do Enem, a Fuvest desistiu de usar a nota do exame e ofereceu bônus de acordo com uma média de acertos na própria prova da Fuvest. Com isso, o bônus aos alunos de escola pública pode chegar a até 12%.
 

Conselho vai fazer nova reunião
 

Outras propostas de mudanças no vestibular da Fuvest, como a possibilidade de a nota da primeira fase ter peso na nota final do candidato, não tiveram uma conclusão nesta reunião. Um novo encontro do Conselho de Graduação, que reúne representantes das 42 faculdades da USP, será marcado, ainda sem data definida.


O Conselho decidiu também criar uma autenticação de informações dos candidatos do vestibular para evitar que os estudantes sem o ensino médio completo e que se inscrevam na categoria geral, e não a de treineiros, sejam convocados nas listas de chamadas. Este ano, a presença de vários estudantes sem a conclusão do ensino médio obrigou a USP a fazer quatro chamadas com várias vagas em aberto.
 

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