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União acaba com briga de três anos

União acaba com briga de três anos
21/06/2010 08:17 -


Fábio Dorta, de Dourados

O apoio declarado do prefeito Ari Artuzi (PDT) à reeleição do governador André Puccinelli (PMDB) encerra uma briga entre os três, iniciada quando Artuzi deixou o PMDB, em 2007, para migrar no PDT a fim de disputar a Prefeitura de Dourados. Na época, ele fez críticas duríssimas contra Puccinelli, afirmando que se não trocasse de partido ficaria sem poder disputar a eleição porque o governador estaria manipulando o diretório peemedebista local para não lhe dar legenda.
Por ter deixado o PMDB, o prefeito enfrentou um processo de cassação por infidelidade partidária e, por muito pouco, não perdeu o mandato de deputado estadual. No auge do confronto político, ele acusou Puccinelli de ofensa moral, dizendo ter sido chamado pelo governador de “animal de pêlo curto”.
Mas os problemas entre o prefeito e o governador parecem ter ficado no passado. Artuzi disse ao Correio do Estado que não teme ser denunciado pelo PDT por infidelidade e que decidiu apoiar Puccinelli porque o governador teria cumprido compromissos de investimentos em obras para Dourados. “Vou responder as duas perguntas de uma vez só: eu sempre falei que não decidiria apoio político colocando meu destino político como moeda de barganha e sim os interesses da cidade de Dourados e da população da minha cidade”, disse.
Para reforçar o posicionamento, ele relacionou investimentos do Governo do Estado em Dourados. “Eu sempre falei que apoiaria o governador André Puccinelli se ele fizesse o Anel Rodoviário, a ampliação do Aeroporto Municipal e a duplicação da Avenida Guaicurus e se liberasse R$ 10 milhões para recapeamento”, citou. “Ele está cumprindo todos esses compromissos. São mais de R$ 50 milhões em investimentos para Dourados. Quem me conhece sabe que sou um homem de compromissos”, acrescentou Artuzi.

Felpuda


O sumiço de algumas figurinhas carimbadas da política não acontece em virtude da necessidade de isolamento como uma das formas de prevenção à pandemia. Em verdade, seria porque não têm mesmo o que e a quem falar. Com o advento das redes sociais, quem acha que fazer campanha eleitoral continua como na época do “eu prometo” está a um passo de ver o sonho de conquistar mandato se transformar em pesadelo. Pelo jeito, não estão nem conseguindo dormir.