Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

NOVA INTERVENÇÃO

Uma semana após liberação, Ceará volta a ser interditada para interligar drenagem

13 DEZ 2010Por Anahi Zurutuza e Silvia Tada00h:00

Depois de permanecer durante quase um ano em obras e ser liberada há uma semana para o trânsito, a Rua Ceará passou o dia interditada, nos dois sentidos, ontem. Na pista para quem transita no sentido bairro-centro, em frente à Anhanguera Uniderp, operários trabalhavam na reestruturação do sistema de drenagem de águas pluviais. Por conta da presença das máquinas e funcionários, a via foi fechada para o tráfego.

O trabalho começou de manhã e só no fim da tarde o trânsito foi liberado. Alças de acesso à Ricardo Brandão e a Rua Joaquim Murtinho foram usadas como desvio.

O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, explicou que foi necessária fazer uma interligação da drenagem, que é antiga. Questionado se a obra não poderia ter sido feita durante todo o tempo em que a Ceará ficou interditada, anteriormente, o secretário explicou que "antes, não havia surgido a necessidade".

Nova alça
Operários continuam trabalhando para fazer a quarta alça de ligação entre a Rua Ceará e a Avenida Ricardo Brandão. O novo acesso permitirá que os veículos que trafegam pela avenida no sentido centro-bairro possam seguir em direção à saída para Três Lagoas mais facilmente, passando pela área que era da universidade, usada como estacionamento.

O secretário afirmou que até o fim do ano o serviço estará concluído e o viaduto ficará completo. A técnica empregada é denominada solo grampeado. Para evitar o desmoronamento do talude, que fica retilíneo num ângulo de 90 graus em relação ao solo, serão colocadas ferragens e injetado concreto auto expansivo nessa estrutura, explicou o prefeito Nelsinho Trad, durante a inauguração das obras, no último dia 4 de dezembro.

Para liberar as vias – tanto a pista da Ricardo Brandão, no sentido bairro-centro, como a Rua Ceará, que foi refeita – foram necessárias obras de macrodrenagem e recuperação viária. O Córrego Prosa, que passa sob a avenida, ganhou uma galeria de concreto de seis por oito metros, com capacidade de suportar 100 mil litros de água por segundo.

Os estragos foram causados por dois temporais, um ocorrido no dia 27 de dezembro de 2009 e outro, mais forte, no dia 27 de fevereiro deste ano. Obras de contenção de enchentes exigiram investimentos de R$ 23 milhões – somadas a intervenções neste trecho, na Avenida Mato Grosso (já concluídas) e nas proximidades do Shop-ping Campo Grande (ainda em andamento).

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