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Um olhar juvenil sobre Budapeste

Um olhar juvenil sobre Budapeste
12/08/2010 07:29 -


Mônica Nóbrega (AE)

Diante de um Danúbio metros acima de seu nível normal, Budapeste sorri para o sol, que começa a se pôr atrás das montanhas de Buda, na margem esquerda. Mais tarde, telejornais noturnos até mostrariam estragos causados pela cheia do rio. Naqueles instantes ao ar livre, no entanto, o que se vê são moradores que aproveitam o entardecer de fim de primavera sentados nas muretas ou em caminhadas, como se estivessem na praia. Mesmo àqueles a quem a carteira de identidade nega o adjetivo, a tarde empresta uma expressão jovem. Palavra que pode ser usada também para definir a atmosfera da capital da Hungria. Duas décadas após a queda da Cortina de Ferro que dividiu a Europa em duas, a cidade se mostra ávida por passar a limpo sua história e escrever um próximo capítulo diferente. Arte, cultura, design – para onde olhar, o visitante encontrará novidade.
O mundo começa a se dar conta de que algo de interessante ocorre às margens do Danúbio. O Brasil inclusive, apesar dos modestos 3.049 visitantes que enviou ao país no ano passado. O longa hollywoodiano “The rite”, ambientado na capital húngara, será lançado em 2011, com Antony Hopkins e Alice Braga. Chico Buarque usa a cidade como cenário em um de seus livros.
E o showbizz descobriu Budapeste: Iron Maiden e Bad Religion aterrissam lá em agosto para apresentações no megafestival Sziget, que fez sua primeira edição em 1993 e tem, atualmente, status de um dos mais importantes do verão europeu.

Revisão
Assim como faz Berlim, expor as marcas do autoritarismo foi a forma que Budapeste encontrou de rever seu passado recente. No prédio renascentista que foi quartel-general do fascismo húngaro e, depois, sede da polícia política, hoje funciona o Museu Casa do Terror (terrorhaza.hu). Difícil ficar indiferente à fachada, que ganhou uma moldura monumental com letras vazadas. Os três organizados andares mostram, em ordem cronológica, a história política do século 20 no país. Perto dali, na Rua Andrassy, o monumento à queda da Cortina de Ferro traz frases como “Isto dividiu a Europa e o mundo em dois”.
A própria Andrassy absorveu depressa os novos tempos. Inspirada nos bulevares franceses e tomada por prédios do século 19, a rua é, hoje, o endereço das grifes cinco-estrelas internacionais – americanas inclusive, algo impensável apenas 20 anos atrás. A Ópera House (operavisit.hu), principal casa de concertos da cidade, erguida em 1884 com arquitetura entre o neoclássico e o neorrenascentista, fica na rua.

Distrito 7
A Andrassy limita, ao norte, o Distrito 7, onde Budapeste está, de fato, acontecendo. A região tem muitos edifícios tombados como patrimônio – abandonados.
Quase ninguém mora por ali, mas os aluguéis em conta atraíram uma leva de lojas e estúdios cujos proprietários são jovens artistas e designers. Quando anoitece, os moradores fazem o esquenta em bares ao ar livre montados em terrenos vazios, antes de seguir para baladas mais que alternativas, que, em geral, não cobram entrada. Restaurantes começam a encontrar seu espaço na vizinhança.
Os bons hotéis não ficam longe. Basta uma corrida curta de táxi para chegar à Praça Deák Feréc, no lado Peste, a mais importante da cidade, onde se cruzam as linhas de metrô. No entorno da Ponte Elisabeth estão Marriott, Sofitel e Intercontinental. De frente para a colina do castelo, lá em Buda
Porque, como você certamente já leu por aí, a capital tem duas metades (ou três partes, se for considerada Óbuda, mais ao norte). Divisão que funciona apenas na teoria. Na prática, é quase certo que você caia de amores por Budapeste inteira.

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?