sábado, 21 de julho de 2018

SAÚDE

Um final de ano feliz para quem tem psoríase

22 DEZ 2010Por DA REDAÇÃO19h:01

Com a chegada de dezembro, as pessoas começam a se preparar para as esperadas férias de final de ano e, também, para as várias confraternizações que o período reserva. Tantas programações festivas podem levar as pessoas ao exagero dos hábitos de beber e fumar, o que já acarreta alguns problemas. Porém, para aquelas que são portadoras de psoríase, a situação ainda é mais agravante.

Apesar de não ter cura, a psoríase tem tratamento e requer um estilo de vida saudável – incluindo a prática de atividades físicas e distância do álcool e do cigarro. Isso não significa que o paciente deva deixar de aproveitar os eventos de final de ano. Por ser uma doença que afeta a autoestima, as pessoas precisam se sentir queridas e comemorar com amigos e parentes. Entretanto, elas necessitam de certos cuidados para que o tratamento não seja comprometido.

Os abusos do álcool e do cigarro são mais prevalentes nos doentes com psoríase e comprometem o tratamento, uma vez que quem tem psoríase já possui uma predisposição ao que chamamos de síndrome metabólica, sendo mais comum nesses pacientes o aumento da pressão arterial, dos triglicérides, do colesterol, da glicemia e obesidade. Os excessos de álcool e o tabagismo desencadeiam uma piora desta condição, elevando os riscos de problemas sérios, como infarto e derrames.

Mas seria possível aproveitar as férias ou as festas sem o consumo de álcool ou cigarro? O ideal é evitar o fumo e álcool, mas, tudo depende da consciência do paciente e da gravidade do caso. A psoríase não impede que a pessoa tome, ocasionalmente, um chopinho ou uma taça de vinho. Com moderação e se a medicação em uso não tiver restrições ao álcool, o portador da psoríase pode consumir um pouco de bebida alcoólica e, assim, participar dos eventos sociais, sem prejudicar o tratamento. Já em relação ao tabagismo, a orientação dos médicos é sempre parar.

O importante nesse período é que o paciente não se isole, já que a psoríase está associada a um risco maior de depressão. Um dos grandes impactos da enfermidade é em relação ao convívio social, já que quando o paciente tem várias lesões, sobretudo em áreas expostas, ele tende a se isolar para evitar constrangimentos. A doença não é transmissível e quanto mais ele estiver em contato com as pessoas que gosta, melhor para a sua qualidade de vida e, consequentemente, para o seu tratamento.

Sobre a psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica que afeta pele e articulações e é caracterizada por manchas e placas avermelhadas na pele com escamas brancas. Apesar de causar grande sofrimento em seus portadores, devido ao desconforto e à aparência estética, muitos deles tentam levar uma vida normal, na medida do possível.

Os tratamentos disponíveis atualmente são muito efetivos para o controle da psoríase. Para os casos leves são indicados cremes ou pomadas, geralmente à base de corticóides, derivados de vitamina D, ácido salicílico e alcatrão. Em casos moderados a graves podem ser utilizados medicamentos orais, como imunossupressores e retinoides e medicamentos de aplicação subcutânea, como os medicamentos imunobiológicos, feitos a partir de células vivas, como é o caso de produção de vacinas e insulina. Os imunobiológicos, como o etanercepte, atuam bloqueando o Fator de Necrose Tumoral – TNF – (espécie de proteína que estimula o processo inflamatório no organismo quando há uma inflamação), produzido em excesso na psoríase. 

 

Mais informações sobre a psoríase

•        Psoríase é uma doença crônica da pele. As lesões características dos sintomas surgem devido a um processo inflamatório que acelera o ciclo de renovação da pele, fazendo com que as células novas sejam produzidas mais rapidamente que o normal.

•        Geralmente essas lesões concentram-se nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e dorso inferior. Porém, podem se espalhar por toda a pele, inclusive unhas. Podem acometer as articulações em 25% dos pacientes, caracterizando a artrite psoriásica.

•        Não se conhece a causa da psoríase, porém, fatores ambientais e hereditariedade estão relacionados ao aparecimento da doença: em cerca de 30% dos casos, existem portadores da doença na família.

•        No Brasil, há cerca de 5 milhões de pacientes com psoríase. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 1% a 3% de pessoas sofram da doença no mundo.

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