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Cientistas

UE diz não há prova de câncer por uso de celular

1 JUN 2011Por EFE17h:41

A Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira que não há evidências de que o uso de telefone celular possa causar câncer, como aponta um relatório apresentado na terça-feira (31) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A Comissão solicitou uma investigação maior após receber o estudo apresentado ontem em Lyon (França) por uma equipe de cientistas da Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês) --que faz parte da OMS--, no qual foi apontado um possível vínculo entre o câncer e o uso de celulares.

O órgão lembrou em comunicado que um grupo de 31 cientistas avaliou os efeitos cancerígenos da exposição a campos de radiofrequência eletrônica, resultantes de um "uso intensivo de telefones celulares".

Os pesquisadores concluíram que "pode existir certo risco e portanto é necessário manter uma rigorosa vigilância sobre o vínculo entre os telefones celulares e o risco de câncer".

"Com este relatório, entendemos que os pesquisadores não estavam em posição de identificar uma evidência causal entre os telefones celulares e o câncer, e que são necessárias mais investigações", concluiu a Comissão.

Quanto às medidas de segurança adotadas na União Europeia para a telefonia celular, em 1999 foi adotada uma recomendação que proporcionava um marco comum para limitar a exposição do público aos campos eletromagnéticos.

Uma das iniciativas comunitárias para a segurança é o projeto "Interphone", focado no estudo de três tipos de tumores cerebrais e sua possível relação com os celulares.

Este programa, o maior efetuado neste âmbito, "não registrou nenhum aumento do risco relacionado com um uso regular dos telefones celulares", lembrou a Comissão, apesar de considerar que devem ser incrementadas as pesquisas no "uso intensivo" dos aparelhos a longo prazo.

Na declaração divulgada na terça, o grupo de trabalho OMS-Iarc apresentou um estudo que detectou um aumento de 40% no risco de tumores entre os usuários que utilizavam o celular com uma frequência de meia hora ao dia, em um período de dez anos seguidos.

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