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Ucrânia emite ordem de prisão contra presidente deposto

24 FEV 14 - 19h:00AGÊNCIA BRASIL

O governo da Ucrânia emitiu uma ordem de prisão contra o presidente destituído da Ucrânia Viktor Ianukóvitch sob a acusação de ter cometido “assassinatos em massa” de civis, informou o ministro do Interior, Arsen Avakov, em sua página no Facebook. De acordo com o ministro, a investigação criminal é contra o presidente deposto e funcionários de seu governo por causa das 82 mortes registradas nos confrontos entre manifestantes e a polícia, na semana passada, em Kiev.

O paradeiro de Ianukóvitch é desconhecido. Avakov disse que o presidente deposto foi visto pela última vez com seu chefe de gabinete, Andri Klyuyev, na residência presidencial de Balaklava em Sevastopol, cidade portuária na Península de Crimea, onde fica instalada uma base naval russa. O ex-presidente pediu aos seus seguranças que entregassem as armas à polícia antes de partir, sem informar a localização, disse Avakov.

A Ucrânia anunciou hoje (24) que precisa de US$ 35 bilhões (25,4 bilhões de euros) nos próximos dois anos e pede a realização de uma conferência internacional de doadores, informou o ministro interino das Finanças, Iuri Kolobov. “Pedimos aos nossos parceiros ocidentais a concessão de crédito, dentro de uma semana ou duas”, acrescentou o ministro, sem precisar o valor solicitado.

A Ucrânia também propôs “organizar uma grande conferência internacional de doadores com a União Europeia (UE), os Estados Unidos, o FMI [Fundo Monetário Internacional] e outras organizações financeiras internacionais, com o objetivo de obter fundos para a modernização e reformas na Ucrânia”, disse Kolobov. O presidente interino Oleksander Turchinov advertiu, nesse domingo, que a Ucrânia se encontra à beira de não cumprir os pagamentos. “A Ucrânia está escorregando para um precipício, está à beira de não cumprir os seus pagamentos”, declarou Turchinov, denunciando que o governo do presidente deposto, Viktor Ianukóvitch, e de seu primeiro-ministro, Mykola Azarov, “arruinou o país”.

O Parlamento ucraniano destituiu, no sábado (22), o presidente, depois dos confrontos entre manifestantes e forças de segurança na semana passada.

* Com informações das agências Lusa e Télam

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