Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Ucrânia diz que confiscará gás russo enviado à UE

1 JAN 2009Por 18h:10
     

        Da redação

        A estatal ucraniana Naftogaz reconheceu nesta quinta-feira, 1, que confiscará parte do gás que a gigante russa Gazprom fornece à Europa por meio dos gasodutos ucranianos. A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural para a Ucrânia depois de não ter alcançado um novo acordo de venda do combustível para o país vizinho antes do vencimento do contrato no dia 31 de dezembro. O fluxo de gás da Rússia para a Europa Ocidental segue normal.

        "O volume de que necessitamos para custear a passagem (do gás) é de 21 milhões de metros cúbicos diários", afirmou Oleg Dubina, presidente da Naftogaz, em entrevista coletiva. A estatal ucraniana alega que se vê obrigada a confiscar essa quantidade devido à falta de acordo com a Gazprom sobre as tarifas cobradas pelo transporte do insumo pelo território ucraniano. A Ucrânia quer aumentar essas taxas. Moscou, por sua vez, argumenta que o convênio bilateral assinado em 2006 não pode ser alterado até que expire, em 2011.

        Apesar de tudo, o confisco diário desses 21 milhões de metros cúbicos não deve comprometer o fornecimento russo de gás, já que hoje a Gazprom aumentou em 20 milhões o bombeamento com destino à Europa. Sobre a conduta da Naftogaz, o porta-voz da Gazprom, Serguei Kuprianov, afirmou nesta quinta-feira que a companhia russa confirmará amanhã se a estatal ucraniana confiscou ou não parte do gás russo destinado aos consumidores europeus.

        Olexy Gudyma, um conselheiro da primeira-ministra ucraniana Yulia Tymoshenko, disse que as duas partes podem alcançar um novo contrato na próxima semana. Gudyma disse que um acordo pode ser fechado no dia de Natal da Igreja Ortodoxa, que cai na próxima quarta-feira, dia 7 de janeiro. "A principal coisa é que um processo está em andamento, que as delegações estão preparando paras as reuniões e o processo está continuando", disse Gudyma em entrevista para uma rádio de Moscou. "Eu penso que no Natal (Ortodoxo) todos os contratos para o próximo ano serão assinados", disse.

         

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