Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

TV mexicana diz que foi atacada por carro-bomba

27 AGO 2010Por 13h:45
     

        Um carro-bomba explodiu nesta sexta-feira em uma sede estadual da rede de televisão mexicana Televisa, de acordo com informações da própria emissora. O atentado teria ocorrido em Ciudad Victoria, capital do Estado de Tamaulipas. Nesse mesmo Estado houve um massacre de 72 imigrantes supostamente cometido por traficantes.

        

        

        A informação sobre o atentado foi divulgada pelo apresentador Carlos Loret de Mola, no noticiário matutino "Primeiro Notícias", da Televisa. Ciudad Victoria fica pouco mais de 700 quilômetros ao norte de Cidade do México. Mola disse que nenhum de seus companheiros ficou ferido, mas houve danos materiais. Segundo ele, o lugar agora está resguardado por militares e policiais.

         

        

        População assustada

        

        Dois dias após as vítimas do massacre terem sido encontradas numa fazenda próxima à cidade de San Fernando, os corpos permaneciam ontem em um câmara funerária do município, enquanto autoridades trabalhavam na identificação. A câmara, porém, não era capaz de conter o odor dos corpos em decomposição e incomodavam os moradores locais.

        

        O povoado "cheirava a morto", descreveu um morador da cidade de 30 mil habitantes. "Eu vomitei", contou outro homem, parado em uma lanchonete que vende tortillas, a 50 metros da funerária Vale da Paz. Junto com um amigo, o homem ainda "agradeceu" a chuva na tarde de quinta-feira, que ajudou a amenizar o odor por algum tempo. A dupla, como vários outros habitantes, não quis se identificar, por medo de retaliação dos traficantes. Ontem, já havia vários agentes de segurança armados com fuzis, bloqueando ruas da cidade.

        

        San Fernando fica a pouco mais de 20 quilômetros da fazenda onde morreram os imigrantes que tentavam chegar aos Estados Unidos. A Marinha mexicana encontrou os corpos após um equatoriano ter escapado do massacre e chegado a uma base militar, relatando o que ocorreu. Os militares fazem guarda na funerária, transformada em serviço médico forense, com acesso somente para autoridades.

         

        (Informações do Estadão)

Leia Também