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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

Tropa na estrada...

27 JAN 2010Por RUBEN FIGUEIRÓ DE OLIVEIRA07h:44
E já fazendo poeira, tal como, em tirada oportuna, afirmou o presidente regional do PPS, o combativo ex-vereador Atayde Nery, em necessária resposta ao atual governador, o qual em tom irônico e a destempo sugerira que o BDR – Bloco Democrático Reformista (PSDB, DEM e PPS), colocasse sua tropa na estrada. Razões para tal decisão política são claras e robustas, dentre elas a imperiosidade de fazer restabelecer sua identidade programática, até então desgastada por uma aliança de algum tempo, esclerosada pela ação deletéria e dominadora de uma aliado papão, o andrezismo. As recentes declarações do governador como também do presidente da Assembleia Legislativa, daquele surpreendentemente cautelosa, e deste desnecessariamente contundente até porque querendo atingir a honorabilidade política da senadora Marisa Serrano, com ressalvas ao seu partido, o PSDB, na realidade atingiu este também face a solidariedade irrestrita que o tucanato tem pela sua principal liderança no Estado. É preciso que haja sensibilidade de alguns dos próceres peemedebistas para entender que ao PSDB, DEM e PPS há o direito e o dever de atender aos reclamos de imensa parcela da opinião pública, no sentido de outra oportunidade para escolha do futuro magistrado do Estado e que este esteja distante da disputa egoísta hoje colocada entre o atual e o ex-governador. No curso do tempo pretérito, os partidos que formam o BDR, têm, não obstante os dissabores pela preterições impostas com certa constância pelo PMDB, se postado como leais aliados, mas isso não os obriga na perpetuação de uma aliança que já não lhe convém pelo desgaste político ocasionado. O BDR está consciente de sua potencialidade eleitoral. Portanto, não apenas luta pela vitória nas urnas e sim pelo revigoramento de uma postura democrática onde as ideias, os programas, as intenções efetivas para o bem-estar da população sul-mato-grossense sejam atendidas pelo governo, como primado de sua luta eleitoral. Não fique o andrezismo enciumado. Coloque também sua tropa na estrada – mas primeiro cure aqueles que estão estropiados pela madrinha da tropa – e não estranhe a dianteira daquela do BDR que lhe ganhou o tirão da partida e aguente agora a poeira levantada. Agora, transitando de afas a nefas. Não sei, caros leitores, se tiveram a oportunidade de ler o sugestivo artigo do sociólogo Demétrio Magnoli, em recente edição do jornal "Estadão", sob o título “O Bonaparte ausente”. Trata o artigo de uma análise da conduta política de Lula da Silva ao longo de sua trajetória como sindicalista e líder do PT até atingir o ápice da carreira, deslocando-se do patamar do proletariado para o do “conservadorismo popular” (expressão do Magnoli), hoje conhecido como lulismo onde o presidente se conduz como um autêntico sósia do Imperador Napoleão Bonaparte. Este editou o Código Napoleônico, ainda hoje relembrado; já Lula da Silva, no auge da sua popularidade lança o estrambólico PNDH 3 e já prepara para cercear a cultura nacional com um provável programa, este também com intenções discricionárias e de vezo esquerdista. O que deseja Lula da Silva? Simplesmente amarrar sua discípula Dilma Rousseff a compromissos tais nos quais a distância ele manobre os cordéis? Conclui Demétrio Magnoli, opinião que me permito reproduzir ipsis litteris: “Como não é trivial imaginar um lulismo sem Lula, capitaneado por uma liderança política derivada (a senhora Dilma, o parenteses é meu) avulta uma indagação tão crucial como inevitável. Na Presidência, não se converteria Dilma em refém da cartilha na esquerda autoritária recuperada e reescrita por um PT em declínio? ” . De minha parte, indago: com o curriculum revolucionário da senhora Dilma Rousseff, que, segundo se propala, possui personalidade dominadora e prepotente, não irá ela libertar-se do lulismo napoleônico, criar voo próprio juntando-se à esquerda dogmática nascida de uma coalizão de forças trotskistas, castristas e botar fogo neste País? E pior, com o apoio de um capitalismo pantagruélico com vetores nos bancos, no parque industrial, em áreas ingênuas do agronegócio e de um PMDB sem rumos e sem estrelas, como bois de piranha... João Paulo II, o santo e emérito Papa, afirmou certa vez, e de forma categórica, que tanto a esquerda radical (stalinista ou maoísta) como a direita simbolizada pelo nazismo, alcançaram o poder em muitos países através do gesto ora ingênuo, ora generoso e leniente do eleitorado. De tudo dá pra pensar, né?
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