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Polêmica

Trio do Timão quer dar 'troco' no Palmeiras

28 ABR 2011Por GLOBO ESPORTE.COM09h:49

Chegar à final do Campeonato Paulista com uma vitória sobre o Palmeiras significará momentos de muita paz ao Corinthians. Para o lateral-direito Alessandro, o meia Bruno César e o técnico Tite, enfrentar (e vencer) o histórico rival do Timão terá um sabor especial. Os três já passaram pelo Verdão e saíram de lá em momentos conturbados.

O primeiro foi Alessandro. O jogador chegou ao Palmeiras no início de 2003, emprestado pelo Flamengo. O período, porém, durou apenas três meses. O lateral movia uma ação contra o clube carioca por conta do não pagamento de obrigações trabalhistas. Assim que obteve a liberação na Justiça, acertou com o Dínamo Kiev-UCR e deixou o Alviverde.

Pega de surpresa e por conta da boa fase do atleta, um dos poucos que se firmou na posição desde a saída do paraguaio Arce, a diretoria alviverde exigiu que o lateral pagasse a multa prevista no vínculo de empréstimo, mas acabou perdendo a batalha. Mesmo com boas atuações, Alessandro foi embora em conflito com os dirigentes.

Na primeira fase do Paulista deste ano, o jogador se envolveu em uma polêmica com o ex-clube. Depois de fazer o gol da vitória, no Pacaembu, Alessandro provocou a torcida do Verdão no momento da comemoração, atitude que irritou alguns jogadores adversários, quase causando uma confusão generalizada. Durante o jogo, também trocou alguns empurrões com o atacante Kleber.

Tite foi outro que conseguiu números expressivos, mas também deixou o clube do Palestra Itália em turbulência. Em 20 jogos, foram oito vitórias, cinco empates e sete derrotas, aproveitamento de 48,3% dos pontos. Entretanto, isso não foi suficiente para que ele se mantivesse no cargo por muito tempo em meio à pressão da torcida e dirigentes.
Depois de uma derrota para o Santa Cruz, no Recife, o treinador entrou em atrito com Salvador Hugo Palaia. Irritado com o revés, o diretor de futebol declarou que era melhor o treinador “calar a boca” ao saber que ele havia reclamado da arbitragem. Na chegada a São Paulo, o comandante precisou ser escoltado por seguranças para não ser agredido por torcedores. Era o fim.

- Eu tinha que sair porque houve quebra de confiança. Vou embora satisfeito, com a terceira melhor campanha do Brasileirão depois da Copa do Mundo – disse Tite na ocasião.

- A torcida vai receber isso como um bem para o Palmeiras. Há coisas que devem ficar nos bastidores. Sou Palmeiras acima de tudo. O Tite chegou na hora certa e saiu na hora certa – rebateu Palaia.

Os R$ 12 milhões que o Benfica-POR desembolsou para contratar Bruno César poderiam estar neste momento nos cofres do Palmeiras. No fim de 2007, o jogador, que já havia passado pelas categorias de base do São Paulo, também disse adeus ao Verdão por não concordar em ficar na equipe reserva.
Depois de boas atuações pelo time B na Série A-3 (Terceira Divisão do Paulistão), o meio-campista chegou a treinar com Caio Júnior nos profissionais, mas teria de regressar aos reservas com a chegada de Vanderlei Luxemburgo. Por isso, optou por sair, sem a diretoria colocar qualquer obstáculo.

- Como não jogaria, pedi a rescisão de contrato e fui embora. Foi a partir disso que as coisas começaram a melhorar para mim. Não entramos em um acordo. Não tem mágoa – contou.
Do Palestra Itália, Bruno César foi para o Grêmio e acabou emprestado ao Ulbra-RS. Em seguida, passou pelo Noroeste e chegou ao Santo André no início de 2010, onde enfim se destacou, sendo vice-campeão estadual, até ser contratado pelo Corinthians. A partir de julho, defenderá o Benfica.

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