Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Trinta e um imigrantes assassinados em chacina no México são identificados

30 AGO 2010Por 09h:15
     

Apenas 31 dos 72 imigrantes imigrantes assassinados na região fronteiriça entre o México e os Estados Unidos foram identificados, segundo autoridades mexicanas. A Procuradoria-Geral de Justiça do México, responsável pelo comando da operação, informou que 14 eram hondurenhos, 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos. O brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, também está entre as vítimas.

As informações são da BBC Brasil. Os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados na fazenda em Reynosa, onde ocorreu o massacre, mas, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o corpo dele ainda não foi identificado.

Um sobrevivente da chacina, o equatoriano identificado apenas como Freddy, afirmou à polícia que os 58 homens e 14 mulheres tentavam ir para os Estados Unidos quando foram sequestrados pelo grupo de criminosos e mortos a tiros. Eles haviam se recusado a trabalhar para os sequestradores.

O sobrevivente está sob proteção policial em um hospital militar da Cidade do México. Ele apelou à Justiça mexicana e também à do Equador para ter o direito de retornar a Quito. O governo mexicano ofereceu proteção policial para Freddy, mas ele recusou.

        Desde a última quarta-feira (25), o agente da Promotoria Roberto Suareza, que comandava as investigações sobre o massacre, está desaparecido. Entre as autoridades mexicanas há receio de que ele também tenha sido assassinado. O presidente do México, Felipe Calderón, chegou a anunciar a morte do agente e depois pediu desculpas pela informação não confirmada.

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