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PAULISTA

Tricolor despacha o Lusa e pegará Santos na semifinal

24 ABR 2011Por G117h:01

O São Paulo não foi brilhante. Longe disso. Chegou até a passar dificuldades em vários lances. No entanto, fez prevalecer sua melhor qualidade técnica sobre a Portuguesa, na tarde ontem, na Arena Barueri. Venceu por 2 a 0 e fará a semifinal do Paulistão com o Santos, no próximo final de semana, no Morumbi. A Lusa, na base da vontade, tentou se igualar, mas sofreu demais com a falta de qualidade de seus jogadores de frente.

Ilsinho e Dagoberto marcaram os gols do Tricolor. O clássico San-São deverá ser disputado no sábado, pois o Peixe precisa viajar para o México onde, na terça-feira seguinte, enfrentará o América-MEX pelas oitavas de final da Taça Libertadores.

A Portuguesa bem que tentou endurecer o jogo para o São Paulo. A equipe do Canindé começou o jogo bem posicionada, marcando bem no meio de campo e construindo jogadas pelo lado direito, com Henrique combinando lances com Marcos Pimentel. Quando tinha a bola, a Lusa tinha três jogadores à frente, Henrique, Jael e Luiz Ricardo, abrindo a zaga são-paulina.

Faltava, porém, um maior capricho no passe final e mais movimentação. Embora rondasse mais a área tricolor, a Portuguesa não conseguia ameaçar Rogério Ceni. O São Paulo, sem coordenação, só ameaçava em jogadas de bola parada. E foi exatamente assim que criou o primeiro lance de perigo da partida. Aos 25, Dagoberto cobrou falta da esquerda. Miranda subiu e desviou. A bola passou raspando a trave direita. Imediatamente após esse lance, a Lusa conseguiu, enfim, assustar o Rogério Ceni. Marco Antônio chutou de fora. O goleiro bateu roupa, mas conseguiu se recuperar a tempo de pegar a bola antes que Jael chegasse.

Quando uma certa preguiça começava a abater o São Paulo, o acaso se encarregou de ajudar o time tricolor. Aos 29, Rodrigo Souto, com dores no joelho, pediu para sair. O técnico Paulo César Carpegiani escolheu o atacante Henrique para substituir o volante. Com mais um jogador de frente, o Tricolor passou a criar jogadas com toques rápidos, bola no chão. Ilsinho e Marlos, em constante movimentação, abriam a linha de volantes da Lusa. Dagoberto também ajudava a confundir a zaga, com bastante velocidade. Dessa forma, o gol não tardou a sair. Aos 40, Marlos achou Jean entrando sozinho pela direita. O lateral foi à linha de fundo e acertou um belo cruzamento para Ilsinho, que escorou com força de cabeça, matando o goleiro Weverton.

A Portuguesa não se abateu. Embora já não tivesse mais tanto a bola como nos primeiros minutos da partida, ainda conseguiu dar outro susto nos são-paulinos quando, aos 44, Ferdinando recebeu passe de Marco Antônio e encheu o pé. O tiro, da entrada da área, saiu tão forte que Rogério espalmou para a frente. A zaga tricolor acabou afastando o perigo.

O São Paulo voltou meio sonolento para o segundo tempo. Parecia estar satisfeito com o 1 a 0. Passou a priorizar o toque curto, mais de lado, sem aprofundar jogadas. Quase pagou um preço muito caro por seu desinteresse. Aos 29, em cobrança de escanteio da esquerda, Luiz Ricardo subiu no primeiro pau e desviou de cabeça. Rogério Ceni operou um milagre espalmando a bola. O lance, enfim, acordou a Lusa. Até então, o time rubro-verde havia sido burocrático, lento, sem um pingo de criatividade.

No entanto, após essa defesa do goleiro são-paulino, o time do Canindé começou a acreditar que era possível jogar de igual para igual. Aos 33, Ferdinando entrou pela meia esquerda e chutou rasteiro. Ceni defendeu novamente. No entanto, não era possível para a Lusa se igualar à equipe são-paulina.

De repente, quando o Tricolor parecia morto, um contra-ataque mortal. Aos 35, Ilsinho arrancou pela direita. À sua frente, nenhum marcador. Ele foi à linha de fundo e cruzou para Dagoberto, que entrava sozinho pelo meio. O atacante, de chapa, pé direito, jogou a bola no canto direito. A bola ainda bateu na trave antes de morrer nas redes da Lusa. Estava resolvida a questão.

O gol abateu demais a Portuguesa, que se entregou. O São Paulo só gastou o tempo, esperando o apito final.
 

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