Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

ENFIM, LIVRE

Tribunal manda tirar Artuzi da cadeia um dia após a renúncia

3 DEZ 2010Por Fernanda Brigatti05h:25

Um dia após renunciar ao mandato de prefeito de Dourados, Ari Artuzi (sem partido) deixou ontem à noite a cadeia por determinação do Tribunal de Justiça do Estado. Ele ficou preso por 93 dias sob acusação de corrupção. O ex-prefeito caiu na Operação Uragano, deflagrada pela Polícia Federal para desmontar esquema de licitações fraudulentas e desvio de dinheiro dos cofres do município.

Artuzi deixou o Presídio Federal de Campo Grande por volta das 19h50 de ontem, junto de Carlos Alberto de Jesus Marques, responsável por sua defesa e não falou com a imprensa. Sentado no banco de trás do carro de seu advogado, ele abaixou a cabeça ao cruzar o portão da penitenciária.

A revogação da prisão do ex-prefeito foi proferida no meio da tarde pelo desembargador Mendes Carli, da Seção Criminal, e registrada na sistema do TJ às 15h36. O advogado chegou ao presídio cerca de três horas depois.

Na chegada, Carlos Marques informou que não permitiria qualquer contato de Artuzi com a imprensa. "Quero me concentrar com ele agora. Ele não sabe muito bem o que está acontecendo. Qualquer coisa que ele fale de errado pode prejudicá-lo", afirmou. Carlos Marques afirmou preferir um pronunciamento oficial nos próximos dias.

Até a noite de ontem, o advogado não havia pedido a extensão do benefício à ex-primeira dama, Maria Artuzi. "A competência, no caso dela, não é do Tribunal de Justiça, mas da juíza de Dourados, Dileta Therezinha. Vou pedir amanhã (hoje)", explicou.

Artuzi era mantido preso pois o TJ considerava que ele poderia atrapalhar a instrução do processo e até intimidar testemunhas.

No pedido de revogação da prisão, a defesa do ex-prefeito afirma que "diante da renúncia do requerente, o que colocou fim a qualquer vínculo que ele ainda pudesse manter com o município, é evidente que o seu nível de eventual influência na administração terminou, de forma que não se justifica a manutenção de sua prisão". Defendeu também que sem deter poder, ele não poderia e nem tinha intenção de "influenciar na produção da prova".

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