sexta, 20 de julho de 2018

Orquestra Sinfônica

Três anos de belos acordes

13 OUT 2010Por Thiago Andrade00h:00



Há três anos, a música erudita na Capital ganhou reforço com a criação da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande. Regida pelo maestro Eduardo Martinelli, que também foi um de seus idealizadores, o grupo foi fundado em agosto de 2006, mas teve seu primeiro concerto realizado apenas em outubro do ano seguinte. Para comemorar o triênio será promovido, amanhã, às 20h, no Teatro Prosa, o concerto de aniversário. A apresentação contará com a presença da flautista Ana Elisa Loureiro, além da execução de obras da Orquestra de Câmara do Pantanal, cedidas pelo maestro e compositor João Guilherme Ripper.
Quando a Orquestra Sinfônica Municipal foi criada, o único grupo de música erudita com atividades regulares na Capital era a Orquestra Barroca, que estreou em 2005, da qual Martinelli foi um dos fundadores. “A Fundação Municipal de Cultura acompanhava esse trabalho e já percebia a necessidade de um projeto com investimentos maiores para fomentar a música clássica”, lembra o maestro.
Em agosto de 2006, o projeto de lei que previa sua criação foi sancionado. “Desde que a orquestra foi criada, percebemos o fortalecimento da cena musical erudita. Os jovens músicos se empenham com seriedade, pois querem participar do trabalho, e o público se consolidou. Crescemos muito nesses três anos”, aponta Martinelli.
Além da realização de concertos periódicos, com viagens por todo o Estado, ela também trouxe grandes solistas, nacionais e estrangeiros, para as apresentações. “Estamos vendo os frutos dessa integração entre músicos do Estado e profissionais de outras regiões. O nível do trabalho cresce muito com isso”, descreve.

Projetos
Com a criação da orquestra, também se iniciou o Projeto Encontros com a Música Clássica, promovido anualmente, e que traz grupos e orquestras de todo o País para apresentações em Campo Grande. A edição deste ano acontecerá entre os dias 6 e 10 novembro, no Teatro Glauce Rocha, e tem entre as atrações confirmadas a Orquestra de San José de Chiquitos, da Bolívia; o Quarteto Tau de Violões, de São Paulo; além de grupos do Estado. Para Martinelli é evidente que o trabalho da orquestra consolidou em Campo Grande um espaço sério para a música erudita.
“Já podemos dialogar com cidades de porte parecido com o nosso.
Entretanto, desde que foi criada, nunca houve aumento nos investimentos para a orquestra”, critica. Segundo ele, à medida que o trabalho cresce, é preciso pensar em alternativas para que o financiamento possa crescer. “Fazemos o trabalho com as condições que temos e procuramos exercutá-lo da melhor forma possível. Mas já aconteceu de perdermos músicos que encontraram condições melhores em outras cidades. As políticas culturais precisam crescer à medida que os grupos da Capital se desenvolvem”, defende Martinelli.
Atualmente, o grupo se apresenta com média de 30 a 46 músicos. 

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