Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

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Três adolescentes são acusados de participação em assaltos na Capital

11 NOV 2010Por DANIELLA ARRUDA04h:30

Três adolescentes, todos de 17 anos, foram apreendidos pela Polícia Civil, acusados de cometer dois roubos seguidos de sequestro, registrados em Campo Grande durante o último fim de semana. Segundo as investigações das delegacias especializadas de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) e de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), os menores podem ter sido "recrutados" por presidiários da Penitenciária de Segurança Máxima da Capital para cometer os crimes. Outros dois suspeitos de envolvimento nos crimes, ambos maiores de idade, estão sendo procurados.

Dois dos menores são primos e confessaram ter invadido uma casa na região central da Capital, a mando de uma terceira pessoa não identificada, roubando a caminhonete S-10 do proprietário. A vítima, sua esposa e o neto do casal, de três anos de idade, foram feitos reféns e levados para um matagal na região do Bairro Alves Pereira, onde ficaram sob a mira de armas de fogo e sofreram ameaças de morte. A criança chegou a ser agredida, levando coronhadas de revólver na cabeça. Já o terceiro menor apreendido teria cedido uma das armas utilizadas neste crime – um revólver calibre 32, já localizado – e, segundo a polícia, foi o responsável por passar a "dica" para a ação, já que morava na rua de trás da residência das vítimas. Ele também é acusado de participação em outro roubo no domingo à noite, no Jardim Leblon, no qual um casal foi rendido quando entrava em casa, tendo objetos eletrônicos, um Fiat Palio e uma caminhonete Toyota Hilux levados pelos assaltantes. Quatro suspeitos de envolvimento neste caso estão presos.

 "Recrutados"
Conforme informações da delegada titular da Deaij, Maria de Lourdes Souza Cano, os três adolescentes têm histórico de ato infracional – um deles tem oito passagens por furto, roubo e estupro, o outro contabiliza seis ocorrências por envolvimento em roubos e porte ilegal de arma e o terceiro conta com duas passagens pela polícia, por furto de veículo e roubo.

De acordo com as investigações, os menores moram no Bairro Parque do Sol, já se conheciam e teriam sido "agenciados" para cometer o roubo da caminhonete S-10 por integrantes de uma rede ligada a detentos do Presídio de Segurança Máxima. O esquema funciona da seguinte maneira: os presidiários fazem a "encomenda" e seus contatos fora das unidades penais "recrutam" os responsáveis pela execução do crime.

Os menores informaram que receberiam R$ 3 mil cada um pelo serviço. Já o adolescente que forneceu a arma ganharia R$ 500 pelo empréstimo.

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