sábado, 21 de julho de 2018

Especial Comportamento

Trabalho em excesso, filhos exigentes: como lidar com isso?

8 OUT 2010Por VIVIANNE NUNES21h:00

A modernidade e a chamada igualdade dos sexos estimulou muitas mudanças no dia-a-dia das pessoas. As crianças são as primeiras a sentir e também, a se adequar a essas transformações de maneira rápida e muitas vezes, sem traumas. Mas mara que essa aceitação seja completa é necessário que alguns cuidados sejam tomados, como por exemplo, a criação de uma rotina estabelecida para ela e o diálogo frequente. Pelo menos é o que explica a psicóloga Nidia Maciel. Para ela, a conversa com a criança é muito importante para que ela não sinta que a mãe a preteriu ao trabalho.

Mas afinal, o que é mais importante para a criança? O tempo que os pais passam junto à ela ou a qualidade deste tempo? A psicóloga fala em associar a qualidade com o número de horas que se passa. “Acredito que temos que oferecer aos nossos filhos, tempo de qualidade e esse tempo não se avalia no relógio”, explica. “As crianças precisam dos pais por inteiros no momento em que estão com elas e para isso é necessário reservar um tempo para as atividades simples, como ir a um parque, ler um livro, ir ao cinema”, lembra.
A profissional ressalta também que a criança pode até sofrer no íncio, quando aina não entende bem a rotina da mãe, mas depois, com a rotina e o diálogo ela se adaptará facilmente.

Mãe, esposa, profissional, dona de casa: a mulher e sua jornada quádrupla

A jornalista Juliana Feliz, 32 anos, tem duas meninas e espera ansiosa a chegada da terceira. Ela trabalha durante toda a manhã em uma Ong (Organização Não Governamental) pelos direitos da infância, mas reservou a parte da tarde para estar com elas, já que precisa voltar ao trabalho no período noturno, quando exerce a função de coordenadora de um dos cursos de jornalismo em Campo Grande.

“Trabalho bastante, mas de tarde fico em casa, fazendo bolinhos e brincando”, afirmou. O tempo dedicado às meninas, que têm 5 e 1 ano de idades, é de seis horas diárias, até porque, quando chega em casa normalmente elas já dormiram. Neste período, as meninas ficam com o pai e durante o dia se dividem entre escola e a casa da vovó. “Mesmo essa correria não me impediu de amamentá-las ao seio até um ano de idade”, enfatizou.

Pai e Mãe: trabalho em equipe

Juliana lembra que o marido é parte extremamente importante deste contexto, afinal, é com ele que elas acabam passando boa parte do dia.
Durante o tempo que tem para estar com as filhas, Juliana diz que evita fazer outras atividades o que, segundo ela, não desperta nenhum trauma pessoal. “Quando quero dar uma saída com meu marido deixo as meninas com minha mãe, mas prefiro que estejamos todos juntos”, afirmou.
“Penso ser importante viver cada momento de forma intensa. Se estou trabalhando, me concentro. Se estou com as crianças, estou com elas. Mas sei que se não fosse a família isso tudo seria muito difícil”, desabafou. “Eu não quis apenas ser profissional ou apenas ser mãe, quis ser as duas coisas”, afirma.

A volta ao trabalho e um local seguro para os filhos

Com a pressa das mulheres em voltar ao trabalho cada vez mais cedo após o nascimento dos filhos, cresce também a preocupação com a qualidade de vida das crianças. Muitas têm a família como apoio principal, outras optam por babás, mas as escolinhas são as principais procuras.

A proprietária de uma delas, na região central de Campo Grande, Lídia Paniágua, diz que sua escola tem 29 crianças, no berçário e maternal. “A filha de uma médica, começou a ficar conosco com oito dias. O umbigo dela caiu nas minhas mãos quando dava o banho”, conta cheia de orgulho a empresária.

Ela explica que a infância é um dos momentos mais importantes da vida das pessoas. É preciso que essa fase da vida seja vivida de acordo com o que ela realmente representa, com brincadeiras que possam enriquecer o lado lúdico e estímulos para o dia-a-dia.

Brincadeiras como esconde-esconde, pega-pega, corre cotia, foram trocadas pelo uso de computadores e vídeo games, o que não é nada saudável, mas nós procuramos oferecer outras alternativas.

É como diz a canção de Arnaldo Antunes, “todo mundo foi nenem … todo mundo teve infância … todo mundo teve medo, mesmo que seja segredo”. Especialistas alertam: crianças bem amadas e cuidadas serão adultos de sucesso.

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