quarta, 18 de julho de 2018

Trabalho em confecção e estudo amenizam pena

8 JAN 2011Por 00h:05

A rotina no presídio começa às seis horas da manhã, quando as internas saem do alojamento para fazer faxina. Às sete tomam chá com bolacha e em seguida dividem-se entre as que estudam e as que trabalham. No local está instalada uma confecção na qual as internas aprendem a costurar e a fazer acabamento em peças. Quem trabalha na confecção, além de receber pagamento, também pode descontar da pena. O trabalho na creche, por exemplo, beneficia a detenta com um dia a menos da sentença para cada três dias trabalhados. Outra opção de trabalho é na oficina de artesanato; nela aprendem, inclusive, a fazer objetos de cerâmica que podem até ser comercializados, ou ainda na cozinha. Para se candidatar a qualquer trabalho é preciso passar por uma seleção interna e o quesito principal é a boa disciplina. Para aquelas que preferem estudar, o presídio oferece curso de alfabetização até o ensino médio.

As internas não são obrigadas a estudar, mas a instituição procura conscientizá-las da importância do ensino básico. Quem quer trabalhar na cozinha, por exemplo, só poderá fazê-lo se estiver estudando. E o esforço vale a pena. É o caso de Ramona, ex-detenta, 39 anos, que aproveitou os diversos cursos oferecidos na prisão e trabalhou na cozinha durante o período em que esteve cumprindo pena. Ao progredir para o regime semiaberto, conseguiu emprego como cozinheira, através de uma carta de emprego conseguida por meio do Patronato Penitenciário. Com a qualidade do seu trabalho conquistou clientela e hoje, já em regime domiciliar, presta serviço a uma instituição federal de Campo Grande, chegando a ter renda mensal de R$ 2 mil.

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