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Trabalhar além do horário prejudica o coração

6 ABR 2011Por Estadão03h:00

Pessoas que geralmente trabalham além do horário podem aumentar significantemente o risco de desenvolveram alguma doença cardíaca, o principal motivo de mortes no mundo, de acordo com cientistas britânicos.

Pesquisadores revelaram que um estudo mostrou que trabalhar mais que 11 horas por dia aumenta o risco de doenças cardíacas em 67%, se comparados com pessoas que trabalham entre 7 e 8 horas diariamente.

Eles disseram que as descobertas do estudo, adicionadas a outros fatores como pressão arterial, diabetes e hábitos de fumo, poderá ajudar os médicos administrar o risco do paciente.

No entanto, eles também disseram que não está totalmente claro como os longos dias de trabalho atuam no aumento do risco de doenças cardíacas, ou se eles influenciam outros fatores de risco que podem prejudicar a saúde do coração, como alimentação, falta de exercício físico ou depressão.

O estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, observou 7.100 trabalhadores britânicos durante 11 anos.

Doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco, são as principais causas de morte no mundo, responsável pelo óbito de cerca de 17,1 milhões de pessoas ao ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Bilhões de dólares são gastos anualmente no tratamento destas doenças.

Para este estudo, homens e mulheres que trabalham em tempo integral e não tinham problema cardiovascular foram selecionados, no total de 7.095 participantes.

Os pesquisadores coletaram dados dos fatores de risco, como idade, pressão arterial, colesterol, se eles fumavam ou não, diabetes e também perguntaram quantas horas eles trabalhavam, incluindo as horas que estas pessoas trabalhavam em casa.

Durante os 11 anos do estudo, 192 participantes tiveram ataques cardíacos. Aqueles que trabalhavam 11 horas ou mais por dia ficaram 67% mais propensos a terem um ataque cardíaco em relação àqueles que trabalhavam menos.

A pesquisa também utilizou dados de um estudo chamado Whitehall II, que avaliou a qualidade de vida de mais de 10 mil trabalhadores na Grã-Bretanha desde 1985.

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