segunda, 23 de julho de 2018

MERCADO

Tombini refuta dilema entre inflação baixa e crescimento

7 DEZ 2010Por ESTADÃO10h:22

O indicado para a presidência do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou hoje que há um consenso de que é falso o dilema que contrapõe o crescimento econômico à estabilidade de preços. "A própria experiência da economia brasileira nos últimos anos ajuda a refutar esse dilema", afirmou Tombini, que participa de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. 

"Nos últimos anos, consolidamos a inflação em um patamar baixo e observamos um crescimento médio muito maior, quando comparado às décadas passadas", acrescentou o diretor, destacando que a estabilidade de preços traz previsibilidade e favorece os investimentos.

Inflação

O indicado à presidência do BC iniciou a sabatina de hoje no Senado defendendo o controle de inflação. Aos senadores, disse que a previsibilidade da inflação é condição essencial para que a economia possa ter crescimento sustentável. "A previsibilidade de inflação baixa e estável é condição necessária para crescimento sustentável", disse, durante sua apresentação inicial.

Tombini também defendeu que é preciso que a sociedade e o mercado tenham confiança na autoridade monetária. Para ele, essa credibilidade "é condição necessária para aumento de investimento, renda e emprego".

No início de sua apresentação, o funcionário de carreira do BC Alexandre Tombini afirmou que ser indicado para a presidência da instituição era o reconhecimento da competência do corpo técnico do próprio BC. Além disso, afirmou que a indicação é o "ápice de aspiração pessoal".

Autonomia do BC

Tombini destacou ainda a importância da "autonomia operacional plena" da instituição, garantida pela presidente eleita Dilma Rousseff. "Julgo importante ressaltar que o compromisso exigido pela presidente eleita Dilma Rousseff ao me convidar para presidir o BC é de que essa instituição, sob minha liderança, persiga de forma incansável e intransigente o cumprimento da missão institucional de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda", disse.

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