Sábado, 16 de Dezembro de 2017

SOMBRA E ÁGUA FRESCA

Todo cuidado é pouco para viajar; alta temporada não é recomendada

4 JAN 2014Por CASSIA MODENA15h:00

Boa viagem nem sempre é sinônimo de viagem perfeita, isso porque a temporada mais cotada para os passeios pode trazer alguns incômodos a quem opta por ela.

Nas agências de turismo de Campo Grande, o movimento está grande e muitos pacotes já estão esgotados. Os destinos mais procurados dentro do País são os litorâneos, como as praias de Santa Catarina, Pernambuco, Ceará e as da região norte de São Paulo. Entre os destinos estrangeiros, Caribe e as praias do México são os preferidos.

Em qualquer destino que seja, agências de turismo, hotéis e resorts esperam por clientes com o máximo de receptividade, mas nem todos eles saem satisfeitos com os serviços. Por isso, a gerente da agência de turismo Terra e Mar da Capital, Lilian Vilasanti, aconselha a quem quiser viajar – principalmente se for de última hora – a escolher um período de baixa temporada.

“O melhor é não viajar. Se for nessa época, o turista tem grandes chances de ter uma viagem tumultuada. Aconselho a seguir a contramão dessa demanda e evitar ir para os destinos mais procurados no fim e começo do ano, até porque eles saem três vezes mais caro do que o preço normal. Estamos no verão, mas o ideal é buscar outras cidades onde não haja praia, e sim outros atrativos”, recomenda.

Planejamento

Mesmo quem se adianta e programa os passeios de férias com antecedência encontra problemas. O pecuarista Flávio Nunes, 41 anos, sempre procura por passagens aéreas e locadoras de carro pelo menos um mês antes da data marcada para a viagem. Mas nas últimas vezes que saiu de férias teve que lidar com inconvenientes.

Em Natal, Rio Grande do Norte, Flávio e a namorada se depararam com uma loucura de trânsito e esgoto a céu aberto. “Sem falar que, quando compramos um passeio, fomos obrigados a comer em um restaurante onde a comida não era boa. Não tínhamos escolha, era o único local que era oferecido”, conta.

O agente de viagens, Ivan Gomes, explica que quando os pacotes ou passeios comprados em agências oferecem serviços que não agradam o cliente, não há muito a fazer. “Os serviços são oferecidos por terceiros, por isso não podemos fazer nada para reverter a situação. Não há como interferir na qualidade do que é prestado por outras empresas, apenas pedimos um feedback para o cliente e, caso haja reclamações justificadas, ponderamos se o fornecedor deve ser trocado”, esclarece.

Gomes também dá dicas para quem não quer se decepcionar durante a viagem. “Aconselho a procurar pacotes completos, com reserva de hotéis ou resorts e passeios com uns dois meses de antecedência. Dessa forma, a vaga é garantida, há mais destinos para escolha e ainda tem a possibilidade de você chegar ao hotel, por exemplo, e conseguir um quarto melhor, já que eles não estão lotados”, orienta.

Fora de época

Independente de ser tempo de férias escolares e a estação ser o verão, dezembro e janeiro são os meses escolhidos para viagem pela maioria também por questões culturais.

A funcionária pública, Carolina da Cruz, 26 anos, adora viajar e até por isso montou uma boa tática para se divertir e não ter surpresas desagradáveis no período que reserva para conhecer lugares diferentes e descansar.

“Geralmente, viajo em março, junho e setembro, assim economizo e aproveito os feriados”, relata. A jovem, que já visitou várias cidades do País, está com tudo acertado para fazer um cruzeiro de 15 dias no Mar Mediterrâneo, com passagens por países como Grécia, Itália, Croácia e Turquia. A viagem está marcada para junho, e ela garante que pagou mais barato do que quem adquiriu o pacote no fim do ano. 

Reportagem publicada na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.

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