Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

processo

Tiririca pode ser condenado por falsidade ideológica

26 NOV 2010Por SÃO PAULO00h:00

O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes entregou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, as alegações finais do processo contra o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR), pedindo a condenação do deputado eleito pelos crimes de falsidades material e ideológica.

A ação apura se Tiririca fraudou a declaração de escolaridade entregue à Justiça Eleitoral durante o processo de registro de sua candidatura e se ele é analfabeto. No último dia 11, Tiririca se submeteu a testes de leitura e escrita que servem de base para a decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, responsável por julgar a ação penal.

Para o promotor, que teve dois mandados de segurança solicitando novo exame de redação e leitura para o palhaço Tiririca negados pelo TRE na semana passada, o deputado eleito é analfabeto. “Impetrei os mandados de segurança para produzir provas, inclusive pericial, para demonstrar que a perícia feita não corresponde ao diagnóstico verdadeiro”, explica. “O teste provou que ele é analfabeto”, conclui.

De acordo com o promotor, o teste de Tiririca concluiu que o deputado eleito é analfabeto funcional. “Tiririca não consegue interpretar um texto e só consegue juntar sílabas, sem interpretação do que lê”, resume. “Isso prova que é ele é analfabeto e portanto inelegível”, conclui o promotor.

O processo também apura se o documento entregue à Justiça por Tiririca foi escrito por outra pessoa, configurando falsidade de documento particular, explica. Tiririca também é acusado de ocultação de bens, segundo o promotor.

“A pena para o crime de falsidade ideológica vai de um a cinco anos de reclusão, mas não acredito que ele será preso. O que pode acontecer é que ele pode perder o mandato eletivo”, conclui o promotor. O processo agora deve ser encaminhado para a defesa do deputado eleito, que terá cinco dias para apresentar as alegações finais, explica Lopes.

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