Política

DEFESA

Tiririca não tem como provar que sabe escrever

Tiririca não tem como provar que sabe escrever

REVISTA ÉPOCA

30/10/2010 - 08h00
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Acusado pelo Ministério Público de ter falsificado uma declaração de alfabetização ao registrar sua candidatura a deputado federal, Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, recorreu à medicina. Um laudo médico anexado a sua defesa diz que o humorista tem Transtorno de Desenvolvimento da Expressão Escrita, uma deficiência motora que o impediria de segurar uma caneta com firmeza. A defesa afirma que Tiririca contou com o auxílio de sua mulher para escrever de próprio punho a declaração de alfabetização, exigida pela Lei Eleitoral. A mulher de Tiririca teria apoiado sua mão sobre a mão do marido para ajudá-lo a firmar a caneta no momento da redação. Por causa da deficiência, diz a defesa, Tiririca também estaria impossibilitado de fazer testes de escrita.

A explicação contradiz o vídeo gravado por ÉPOCA em setembro, que deu origem às suspeitas de analfabetismo. As imagens mostram Tiririca dando autógrafo a um fã. Em pé, de improviso, Tiririca segura um caderno com a mão esquerda e rabisca uma assinatura circular com a mão direita. O humorista ainda desenha o que seriam as letras de seu nome. Ele não demonstra nenhum sinal de dificuldade para segurar a caneta.

Em outro trecho, o vídeo mostra o momento em que Tiririca conta com a ajuda do filho para ler o cartão de uma pesquisa. A defesa alega que ele não conseguiu ler o impresso porque tem hipermetropia. Tiririca não usa óculos, sempre segundo sua defesa, por motivos profissionais. O laudo médico garante que o deputado eleito é capaz de ler sem grandes dificuldades.

Para provar que o deputado eleito com 1,3 milhão de votos é alfabetizado, condição necessária para garantir sua posse, a defesa reconstituiu a biografia do humorista. O documento diz que ele não frequentou escola por ter sido criado por um padrasto que batia muito nele. A relação familiar difícil teria feito com que Tiririca saísse de casa ainda criança para trabalhar num circo. Só a partir dos 12 anos, por iniciativa de uma funcionária do circo, ele começou a ser alfabetizado, diz. A infância difícil é apontada pelo laudo como um dos fatores que causaram os problemas motores de Tiririca.

Há uma segunda contradição nessa explicação. A defesa diz que o parecer médico, assinado por quatro profissionais de São Paulo, é fruto de uma bateria de testes feitos com o humorista desde o início do mês. Imediatamente após a eleição do dia 3 de outubro, porém, Tiririca tirou férias e viajou para Itapipoca, no Ceará, sua cidade natal. Uma reportagem da TV Globo gravada no dia 4 já mostrava Tiririca no aeroporto de Fortaleza. Em várias ocasiões, seus assessores disseram que ele passaria 20 dias por lá. Mas pelo menos um dos exames médicos anexados pela defesa aparece com a data de 10 de outubro. O cabeçalho mostra que o endereço do consultório fica bem longe de Itapipoca. É de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, base eleitoral do deputado federal Valdemar da Costa Neto (PR-SP), réu no processo do mensalão e líder do partido ao qual Tiririca é filiado.

Política

Lula confirma Dario Durigan no comando da Fazenda, no lugar de Haddad

Haddad disputa as eleições para o governo do estado de São Paulo

19/03/2026 15h45

Divulgação/Governo Federal

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira, 19, que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá a pasta no lugar de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, nas eleições gerais deste ano.

A confirmação veio quando Lula lia a chamada "nominata" (lista de participantes de um evento) durante a abertura da 17ª Caravana Federativa na cidade de São Paulo.

"Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí. Levanta para as pessoas conhecerem o Dario. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda, a partir do anúncio do Haddad (sobre a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes). Então, pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas", declarou o presidente da República.

Lula falou de todos seus ministros. O primeiro foi o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

O segundo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Depois vieram outros ministros. Ao todo, 14 foram nominados pelo presidente.

"Eu vou ler a nominata toda hoje, que eu não costumo ler, pra agradecer, porque estamos chegando no final do mandato de muita gente. E é importante agradecer o trabalho que muitos deputados fizeram para que a gente pudesse chegar até onde nós chegamos aqui", declarou o presidente.

Elogios

Lula disse ainda que Fernando Haddad será reconhecido como o "ministro mais exitoso" da história do ministério da Fazenda, porque "conseguiu aprovar uma reforma tributária que estava há mais de 40 anos para ser aprovada". 

Segundo o presidente, o governo tem feito um "sacrifício enorme" para melhorar a situação econômica do País, aumentando o emprego e a renda da população, mas que alguns acontecimentos tem atrapalhado, como a guerra no Irã e a taxa de juros em nível alto.

Mais cedo, no mesmo evento, Haddad anunciou que a quinta-feira foi seu último dia como ministro da Fazenda.

Em seguida, Lula confirmou que o substituto de Haddad será o até então secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Nova casa

Paulo Duarte deixa presidência do PSB e encaminha filiação ao PSDB

Deputado estadual deve reforçar ninho tucano até o fim do mês

19/03/2026 14h45

Paulo Duarte, Carlão e Ayashi durante a reunião de renúncia ao cargo

Paulo Duarte, Carlão e Ayashi durante a reunião de renúncia ao cargo Foto: Reprodução

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O deputado estadual Paulo Duarte oficializou nesta quinta-feira (19) sua saída da presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e já articula sua filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de olho nas eleições gerais deste ano.

“Fiz uma carta da renúncia da presidência do partido, tive uma reunião com Ricardo Ayache, que é o vice-presidente, e com o vereador Carlão, que é o presidente do partido em Campo Grande, e a partir de agora deixo oficialmente a presidência. Ainda estou filiado ao PSB, mas como já tinha definido minha saída, resolvi já entregar a presidência”, disse.

A migração para o ninho tucano deve ser concretizada até o fim do mês, conforme já havia sido sinalizado pelo parlamentar.

Nos bastidores, a movimentação ocorre em meio à consolidação do projeto tucano no Estado. Conforme apuração do jornal Correio do Estado, após os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende confirmarem permanência no PSDB, os deputados estaduais Jamilson Name e Lia Nogueira também baterem o martelo pela continuidade na legenda.

O grupo decidiu apostar na formação de duas chapas competitivas (uma para a Câmara dos Deputados e outra para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ) com o objetivo de garantir reeleições e ampliar as bancadas do partido.

No cenário estadual, a estratégia é reeleger Jamilson Name e Lia Nogueira, além de conquistar pelo menos mais duas cadeiras. Nesse contexto, Name, que chegou a negociar ida para outro partido, é visto como principal puxador de votos.

A chegada de Paulo Duarte ao PSDB deve reforçar esse plano. A expectativa é que ele contribua para fortalecer a nominata e ampliar a representação da sigla na Assembleia. Entre os nomes cotados para compor a chapa estão os vereadores Silvio Pitú, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha.

Caso a estratégia se concretize, o PSDB pode chegar a quatro deputados estaduais na próxima legislatura. Ainda assim, o partido deve sofrer baixas importantes, como Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, que devem migrar para o PL, além de Pedro Caravina, que deve ir para o PP.

Além das articulações locais, o PSDB também precisa lidar com um desafio nacional: cumprir a chamada cláusula de barreira, mecanismo criado na minirreforma eleitoral de 2017 que exige desempenho mínimo nas urnas para acesso a recursos públicos e tempo de propaganda em rádio e televisão.

Sem atingir esses critérios, a sobrevivência política da legenda fica ameaçada. As exigências aumentam gradativamente até 2030, quando os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara.

Para contornar esse cenário, a legislação permite alternativas como a formação de federações partidárias, alianças que funcionam como uma única legenda por no mínimo quatro anos, ou até mesmo fusões entre partidos, somando forças para atingir as metas estabelecidas.

*Colaborou Daniel Pedra

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