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Tesouro Nacional capta US$ 1,25 bilhão no exterior com menores juros da história

Tesouro Nacional capta US$ 1,25 bilhão no exterior com menores juros da história
05/09/2012 20:00 - AGÊNCIA BRASIL


O Tesouro Nacional captou US$ 1,25 bilhão de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 2,686% ao ano – o menor valor da história para emissões no exterior. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em janeiro de 2023, feita hoje (5). O governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais por meio do lançamento de títulos da dívida externa com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a dez anos com a correção dos juros acordada, ou seja, de 2,686% ao ano.

Taxas menores de juros indicam menor grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. A menor taxa até agora tinha sido de 3,449% ao ano, obtida em uma captação em janeiro. A emissão de hoje foi o terceiro lançamento de títulos da dívida externa em 2012. Em janeiro, o governo brasileiro captou US$ 825 milhões. Em abril, o Tesouro fez uma captação em reais e obteve R$ 3,150 bilhões. Segundo o Tesouro, a demanda pelos papéis brasileiros permitiu conseguir juros mais baixos no mercado. A procura, informou o governo, foi maior que a oferta de títulos, mas os técnicos não divulgaram o valor exato.

A taxa do título brasileiro foi 110 pontos maior que a dos títulos do Tesouro americano, de dez anos. Os títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Segundo técnicos do Tesouro Nacional, a proximidade da faixa indica que a dívida brasileira está cada vez com menos risco de calote. O Tesouro pretende ofertar mais US$ 125 milhões ao mercado asiático nas próximas horas. O resultado final da emissão será anunciado amanhã (6) pela manhã. Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país no próximo dia 12.

Felpuda


Certa pré-candidatura à Prefeitura de Campo Grande nasceu com grandes brechas que certamente serão usadas pelos adversários no período da campanha eleitoral, segundo voz corrente nos bastidores políticos. Uma delas: como o postulante vai dizer que fará boa administração se no período em que administrou conhecida instituição passou boa parte do tempo reclamando de crise financeira e ameaçando fechar as portas?