Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Tesouro Nacional anuncia captação externa com 30 anos

14 SET 2010Por 15h:00
     

A Secretaria do Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira (14) a abertura de uma captação de recursos no mercado externo, por meio do lançamento de bônus soberanos denominados em dólar, com prazo de 30 anos. A última operação desta natureza havia acontecido no fim de julho.

A operação é uma reabertura de uma operação realizada antes, e os títulos vencem em 2041. De acordo com bancos envolvidos na operação, o governo brasileiro pode captar US$ 500 milhões nesta terça-feira. O volume de somará aos US$ 1,25 bilhão, com papéis deste vencimento, que já estão circulando no mercado.

O resultado da operação, ou seja, quanto o governo captou e o valor da taxa de juros, deverá ser divulgado ainda nesta terça-feira, no final da tarde, pela Secretaria do Tesouro Nacional. Os recursos captados vão para as reservas internacionais brasileiras, que atualmente estão acima de US$ 260 bilhões.

Referência para empresas

A captação do governo brasileiro acontece após algumas operações semelhantes realizadas pelo setor privado. Na última quarta-feira (8), por exemplo, a Companhia Vale do Rio Doce anunciou a captação de US$ 1,75 bilhão, enquanto a Odebrecht realizou uma operação de US$ 500 millhões.

Nas emissões da dívida externa do país, que não podem ser adquiridas por investidores nacionais, o governo capta recursos no mercado externo, mas têm por objetivo principal proporcionar referência para o mercado privado brasileiro em termos de taxas de juros.

Com os resultados das captações do Tesouro Nacional, as empresas podem calcular quanto teriam de pagar para fazer captações de recursos no mercado internacional. ou seja, servem como referência em termos de taxas de juros.

Como funciona?

A emissão de títulos da dívida pública no mercado externo é uma maneira de o país captar recursos. Investidores estrangeiros "compram" os papéis e pagam em dólar. Na data do resgate, recebem o equivalente ao emitido no momento da captação. No meio termo, recebem juros.

        O processo de lançar bônus no mercado internacional funciona como um leilão. Os investidores fazem sua proposta ao governo brasileiro, informando a taxa de juros e a quantidade de títulos que desejam receber, e o Tesouro Nacional as aceita ou não.

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